Tai Tuivasa perdeu por decisão dividida frente a Robelis Despaigne no cartaz preliminar do UFC 331. Foi a oitava derrota seguida, o que iguala a maior série negativa alguma vez registada no UFC. A resposta de Dana White a seguir não disse nada sobre o futuro e disse tudo sobre o incómodo instalado.
O essencial
- Tai Tuivasa perdeu por decisão dividida frente a Robelis Despaigne no cartaz preliminar do UFC 331, a oitava derrota consecutiva.
- Isso iguala o recorde de Tony Ferguson para a maior série de derrotas da história do UFC, e Tuivasa não vence há mais de quatro anos.
- Dana White elogiou-o no plano pessoal depois do evento e chamou incrível ao primeiro assalto, sem dizer se Tuivasa volta a combater no UFC.
O que significa mesmo a oitava derrota de Tai Tuivasa
Um recorde que ninguém quer
Oito derrotas seguidas é a maior série negativa da história da promotora, uma marca que até agora pertencia apenas a Tony Ferguson. Tuivasa acaba de o igualar. A última vez que lhe levantaram o braço foi há mais de quatro anos, período que coincide exactamente com a passagem de um dos pesados mais populares do plantel para um lutador cujas datas chegam com uma pergunta colada.
E não foi uma goleada
O detalhe incómodo é que esta foi renhida. Uma decisão dividida quer dizer que um juiz o viu ganhar, e White apontou o primeiro assalto como uma das melhores coisas da noite. Um lutador acabado costuma estar acabado de forma visível. Tuivasa continua a produzir noites em que a discussão existe mesmo, e depois a perdê-las.
Porque continua nos cartazes, e porque é essa a pergunta real
A popularidade é moeda, e ele tem muita
As decisões de plantel não se tomam só pela coluna das vitórias. Tuivasa vende, é uma das figuras mais sinceramente queridas do desporto, e as entradas e celebrações dele tornaram-se um produto de exportação do MMA australiano. Isso compra uma paciência que um lutador na mesma série nunca teria sem ela. Toda a gente o sabe, e ninguém dentro da promotora precisa de o dizer em voz alta.
As palavras de White falavam do homem, não do lutador
Questionado sobre ele depois do evento, White falou de um tipo excelente, do carinho que lhe tem, de um primeiro assalto incrível. Releia e repare no que falta: nada sobre um próximo adversário, nada sobre uma próxima data, nada sobre a divisão. Um elogio que fica inteiro no registo pessoal costuma ser um elogio que já não tem nada desportivo para dizer.
O preço de uma nona
Uma nona derrota seguida não prolongaria apenas um recorde, prolongaria um período de dano acumulado frente a pesos pesados, e é essa a parte que nenhuma popularidade compensa. Decida-se o que se decidir, o relógio que conta não é o do contrato.
We love Tai. We love him. He's a great guy. Tonight, the first round of that fight was incredible, and yeah, he's a good guy.
— Dana White, na conferência de imprensa depois do UFC 331
Para onde isto vai
Três portas, e só uma confortável
Ou a promotora volta a marcá-lo e assume o que isso parecerá se correr mal, ou não marca e a decisão é tomada por ele, ou ele próprio encerra enquanto a escolha ainda lhe pertence. A terceira é a única versão em que o fim é dele.
A divisão andou sem ele
O peso pesado depois do UFC 331 pertence a outra geração: um campeão que defende em novembro, um finalizador de doze segundos de quem ninguém tinha ouvido falar na sexta-feira, uma fila de nomes mais novos. A era de Tuivasa no topo desta categoria terminou há algum tempo, e o recorde que acaba de igualar é o reconhecimento formal disso.
Seguir o peso pesado com números a sério
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