Usman Nurmagomedov recusou 2 milhões da PFL, e o UFC tem de esperar
Usman Nurmagomedov garante ter recusado uma proposta acima de 2 milhões de dólares para renovar com a PFL. O campeão dos pesos-leves, ainda invicto, cumpriu o contrato até ao fim em julho, e uma janela de exclusividade de 90 dias continua a manter todas as promotoras rivais de fora. Entretanto, tem desmontado a divisão de leves do UFC, nome a nome.
- Fight Hub
- 28 Agosto 2026
O essencial
- Usman Nurmagomedov disse à Sport24 que recusou mais de 2 milhões de dólares para renovar com a PFL, por considerar que o seu pedido era mais alto.
- O contrato terminou com um nocaute no primeiro assalto sobre Archie Colgan, no PFL New York a 31 de julho. A PFL tem uma janela de negociação exclusiva de 90 dias: mais ninguém pode apresentar proposta antes do final de outubro.
- Questionado sobre o interesse do UFC, Dana White respondeu com uma só palavra: «claro».
O que Usman Nurmagomedov disse realmente sobre o dinheiro
Uma proposta recusada e um número que não revelou
Em declarações à Sport24, o lutador de 28 anos explicou que a PFL colocou mais de 2 milhões de dólares em cima da mesa para o manter, e que recusou porque o seu próprio pedido era mais alto. Não disse quanto mais, e a promotora não comentou a negociação.
É este o facto confirmado na íntegra, e vale a pena mantê-lo com este tamanho. Tudo o resto que circula esta semana é dedução construída por cima.
O contrato acabou com um nocaute
O calendário não é acidental. O acordo de Nurmagomedov expirava com o último combate: um nocaute no primeiro assalto, aos 3:42, sobre Archie Colgan, no combate principal do PFL New York em Elmont, a 31 de julho, em defesa do título dos leves que já detinha.
Fechar um contrato a nocautear um aspirante num assalto é a melhor posição possível para reabrir condições. Soma 22 vitórias, nenhuma derrota e um sem resultado, foi campeão dos leves do Bellator, é-o hoje na PFL, e nunca perdeu como profissional.
A notícia verdadeira é a janela de 90 dias, não os rumores
Ninguém o pode contratar por agora
O que se perde no ruído é contratual. A PFL dispõe de um período de negociação exclusiva de 90 dias a contar do fim do acordo, que corre de 31 de julho até ao final de outubro. Enquanto vigorar, o UFC não pode negociar formalmente com ele, diga-se o que se disser em público.
A história não é, portanto, «Nurmagomedov assina pelo UFC». É que a PFL tem os dias contados para convencer um campeão que já recusou a sua proposta uma vez, e que toda a gente conhece o prazo.
Dana White respondeu com uma palavra
Quando os jornalistas lhe perguntaram se o UFC estava interessado no agente livre, Dana White limitou-se a dizer: «claro». Não é um anúncio de contratação e, dada a janela, não podia sê-lo. Mas é um presidente do UFC a recusar publicamente desvalorizar o seu interesse por um campeão ainda sob exclusividade alheia.
Porque é a PFL quem menos se pode dar a este luxo agora
O contexto pesa. É a mesma promotora que acaba de absorver a MVP, a estrutura de Jake Paul, uma operação construída sobre somar notoriedade e alcance comercial. Perder o seu campeão dos leves invicto na mesma temporada bateria de frente com a narrativa que essa fusão deve sustentar.
Dois milhões de dólares por combate são também, segundo tudo o que é público, o topo do que uma promotora fora do UFC paga. Que sejam recusados diz algo sobre quanto Nurmagomedov acha que vale a alternativa.
O Arman perdeu com o Gamrot e perdeu com o Islam. Senta-se, espera um ano, luta uma vez e diz que é o melhor lutador do mundo. Enquanto ele fez dois combates, eu defendi o título quatro vezes.
— Usman Nurmagomedov, à Sport24
Passou a espera a desmontar os leves do UFC
Um a um, com nome
Na mesma entrevista à Sport24, Nurmagomedov passou em revista a divisão a que pode chegar, e não usou luvas. Sobre Paddy Pimblett: «o Pimblett perdeu com um veterano de 37 anos. E ei-lo, número um ou dois». O veterano em causa é Justin Gaethje.
Sobre Arman Tsarukyan, a mais afiada, e a que lhe serve também de alegação própria: «o Arman perdeu com o Gamrot e perdeu com o Islam. Senta-se, espera um ano, luta uma vez e diz que é o melhor lutador do mundo. Enquanto ele fez dois combates, eu defendi o título quatro vezes». As duas derrotas são reais: Mateusz Gamrot venceu Tsarukyan por decisão em 2022 e Islam Makhachev finalizou-o em 2019.
O veredicto sobre a categoria inteira é ainda mais seco: «lutam uns contra os outros e ficam no top 10, e é só isso».
Uma única excepção
Abriu uma excepção, e não foi para um aspirante ao título. Questionado sobre Quillan Salkilld, respondeu: «o Quillan Salkilld está a fazer muito bem… É interessante de ver. Tão frio». Vindo de quem acaba de despachar boa parte do top 10, vale mais do que parece.
O que seguir daqui até ao final de outubro
Três marcadores. Se a PFL volta com uma proposta revista antes de caducar a exclusividade, porque depois não terá segunda oportunidade. Se Nurmagomedov continua a falar em público, o que é alavanca de negociação e não apenas ruído. E se o UFC diz algo mais preciso do que «claro», quando estiver livre para o fazer.
Convém lembrar ainda que é primo de Khabib Nurmagomedov, irmão de Umar Nurmagomedov e agenciado por Ali Abdelaziz. O caminho para o UFC está invulgarmente aplanado. Só o calendário está atravessado.
Siga a divisão com os números reais
O cartel completo de Usman Nurmagomedov, as suas finalizações e os rankings actualizados dos pesos-leves dos dois lados do debate estão na aplicação FightHub. Descarregue-a para ver onde ele aterraria realmente.
