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Carlos Prates garante que o UFC lhe prometeu o título frente a Islam Makhachev

Carlos Prates diz ter a palavra do UFC: o próximo combate dele vale o cinturão dos meio-médios, frente a Islam Makhachev. O brasileiro situa a promessa na noite do UFC 330, em Filadélfia, numa conversa com Hunter Campbell, e diz que veio acompanhada de um novo contrato de oito combates. O UFC nada anunciou.

Ce qu'il faut retenir

O que Carlos Prates diz ter conseguido em Filadélfia

Uma conversa, um contrato, uma promessa

Prates estava no pavilhão a 15 de agosto, em Filadélfia, quando Islam Makhachev manteve o cinturão. Saiu de lá, conta, com bastante mais do que uma noite de adepto. O brasileiro diz ter falado com Hunter Campbell, diretor comercial do UFC, e ter saído dessa conversa com uma garantia.

“Sou o próximo pelo título, basicamente. Contrato novo, o próximo pelo título, e vamos a isso!”, afirmou no The Ariel Helwani Show. O contrato é de oito combates. O primeiro deles, garante, não é um combate de classificação. É o cinturão.

O que continua a ser apenas palavra

Nada disto está formalizado publicamente. O UFC não se pronunciou sobre o adversário de Makhachev, nem sobre a data, nem sobre a gala. O que existe é a versão de um lutador acerca de uma conversa privada, e um contrato cujos termos só ele descreveu.

A distinção conta, num desporto onde as promessas de combate principal têm prazo de validade. Prates também o sabe, e a forma como fala parece menos um anúncio do que uma maneira de tornar caro qualquer recuo.

Sobre o campeão, não suavizou nada. “Acho que ele é aborrecido. Nem gosto de ver combates, para ser sincero. Gosto de ver gente a ser nocauteada, muita ação, esse género de coisas.” É a farpa habitual de um trocador dirigida a um especialista de wrestling, e diz exatamente onde ele quer levar o combate.

O currículo de Prates e o de Michael Morales

Sete vitórias, sete bónus

O cartel joga a favor dele. Prates apresenta 24-7 como profissional, 7-1 no UFC, é segundo classificado entre os meio-médios e arrecadou bónus de desempenho em todas as sete vitórias na organização. Dezanove triunfos chegaram por nocaute ou nocaute técnico.

Sobretudo, bateu quem era preciso bater. Leon Edwards, antigo campeão, travado no segundo assalto em novembro de 2025. Jack Della Maddalena, outro antigo campeão, travado no terceiro a 2 de maio de 2026, em Perth. Dois nomes que valem mais do que qualquer argumento.

A ironia da única derrota

A única derrota no UFC tem hoje um nome incómodo: Ian Machado Garry, por decisão, ao longo de cinco assaltos, a 26 de abril de 2025. É precisamente o homem que Makhachev acaba de controlar durante vinte e cinco minutos no UFC 330, por decisão unânime, 49-46, 49-46, 48-47.

A linha lê-se de duas maneiras. Ou Prates já foi resolvido por um estilo próximo do do campeão. Ou corrigiu o problema entretanto, como sugerem os dois nocautes sobre antigos campeões que se seguiram. Ambas as leituras se aguentam, e é isso que torna o duelo apetecível.

O rival que tem estado calado

Do outro lado está Michael Morales. O equatoriano mantém-se invicto, é quarto classificado e desfez Gilbert Burns num assalto. Chegou a ser lutador suplente do UFC 330, pronto a entrar no lugar de um lesionado. O problema dele não é qualidade, é atividade, e as paragens pesam numa discussão de emparelhamento.

Makhachev foi direto após a vitória: “O Shavkat não está a lutar, o Prates continua a lutar, continua ativo. O Morales também é bom, mas não me lembro do último combate dele. Se me perguntarem quem merece mais, penso que é o Carlos Prates.”

Sou o próximo pelo título, basicamente. Contrato novo, o próximo pelo título, e vamos a isso!

Dezembro, janeiro, Ramadão: decide o calendário

A janela do campeão é curta

Makhachev não esconde o constrangimento. “Temos de lutar antes do Ramadão, a 100%. Janeiro, final de 2026, temos de lutar”, disse, antes de acrescentar o argumento que acelera tudo: “Tenho 34 anos, tenho de lutar o mais depressa possível.” Garantiu ainda ter saído do UFC 330 sem lesões de maior, o que mantém a porta aberta.

Prates aposta em dezembro. Encaixa na janela do campeão e explica porque a conversa com o UFC surgiu poucos dias depois da gala, e não em setembro.

O que vigiar a partir de agora

Três sinais, por esta ordem. Um anúncio oficial do UFC, que transforma a palavra em cartaz. Data e cidade, que dirão se falamos de dezembro ou de janeiro. E qualquer combate marcado para Michael Morales, porque um Morales colocado noutro duelo é confirmação silenciosa para Prates.

Até lá há uma frase, um contrato de oito combates e um campeão que nomeou em voz alta o adversário que prefere. Não é pouco. Também ainda não é um combate.

Acompanhar com números a sério

Os cartéis completos de Carlos Prates e de Islam Makhachev, as taxas de finalização, as estatísticas de trocação e de wrestling e o ranking dos meio-médios atualizado depois do UFC 330 estão na aplicação FightHub. Descarrega, coloca os dois perfis lado a lado e faz o teu prognóstico antes de o UFC oficializar seja o que for.

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