Carlos Prates diz que o UFC prometeu a ele a disputa de cinturão contra Islam Makhachev
Carlos Prates afirma ter a palavra do UFC: a próxima luta dele vale o cinturão dos meio-médios, contra Islam Makhachev. O brasileiro conta que a promessa veio na noite do UFC 330, na Filadélfia, numa conversa com Hunter Campbell, junto com um novo contrato de oito lutas. O UFC não anunciou nada.
- Fight Hub
- 20 agosto 2026
Ce qu'il faut retenir
- Carlos Prates disse no The Ariel Helwani Show que o UFC garantiu a ele a próxima disputa do cinturão meio-médio, depois de conversar com Hunter Campbell na noite do UFC 330.
- Ele afirma ter assinado um novo contrato de oito lutas, e que a primeira delas já é a luta pelo título.
- O UFC não confirmou adversário nem data; Makhachev quer lutar antes do Ramadã e Prates mira dezembro.
O que Carlos Prates diz ter conseguido na Filadélfia
Uma conversa, um contrato, uma promessa
Prates estava na arena no dia 15 de agosto, na Filadélfia, quando Islam Makhachev manteve o cinturão. Saiu de lá, segundo ele, com bem mais do que uma noite de torcedor. O brasileiro conta que conversou com Hunter Campbell, diretor de negócios do UFC, e recebeu uma garantia.
“Sou o próximo pelo cinturão, basicamente. Contrato novo, o próximo pelo título, e bora!”, disse no The Ariel Helwani Show. O contrato é de oito lutas. A primeira delas, segundo Prates, não é luta de ranking. É título.
O que ainda é só palavra
Nada disso está no papel em público. O UFC não falou sobre adversário, data ou card. O que existe hoje é a versão de um lutador sobre uma conversa privada, e um contrato cujos termos só ele descreveu.
A diferença pesa num esporte em que promessa de luta principal tem prazo de validade. Prates sabe disso, e o jeito como ele fala parece menos um anúncio e mais uma forma de encarecer qualquer recuo.
Ele também não poupou o campeão. “Acho ele chato. Nem gosto de assistir luta, para falar a verdade. Gosto de ver gente sendo nocauteada, muita ação, esse tipo de coisa.” É a alfinetada clássica de um trocador contra um lutador de wrestling, e mostra exatamente onde ele quer que essa luta aconteça.
O currículo de Prates e o de Michael Morales
Sete vitórias, sete bônus
O cartel joga a favor. Prates é 24-7 no profissional, 7-1 no UFC, segundo colocado no ranking dos meio-médios, e levou bônus de performance em cada uma das sete vitórias na organização. Dezenove triunfos vieram por nocaute ou nocaute técnico.
E ele venceu quem precisava vencer. Leon Edwards, ex-campeão, parado no segundo round em novembro de 2025. Jack Della Maddalena, outro ex-campeão, parado no terceiro em 2 de maio de 2026, em Perth. Dois nomes que argumentam sozinhos.
A ironia da única derrota
A única derrota dele no UFC carrega um nome que ficou constrangedor: Ian Machado Garry, nos cartelas dos juízes, em cinco rounds, no dia 26 de abril de 2025. É exatamente o homem que Makhachev acabou de controlar por vinte e cinco minutos no UFC 330, decisão unânime, 49-46, 49-46, 48-47.
Dá para ler essa linha dos dois jeitos. Ou Prates já foi resolvido por um estilo parecido com o do campeão. Ou ele corrigiu o problema desde então, como sugerem os dois nocautes em ex-campeões que vieram na sequência. As duas leituras se sustentam, e é isso que torna o confronto interessante.
O rival que anda quieto
Do outro lado está Michael Morales. O equatoriano é invicto, quarto do ranking, e destruiu Gilbert Burns em um round. Chegou a ser lutador reserva do UFC 330, pronto para entrar no lugar de um lesionado. O problema dele não é qualidade, é atividade, e tempo parado conta numa discussão de matchmaking.
Makhachev foi direto depois da vitória: “O Shavkat não está lutando, o Prates continua lutando, continua ativo. O Morales também é bom, mas não lembro da última luta dele. Se me perguntar quem merece mais, eu acho que é o Carlos Prates.”
Sou o próximo pelo cinturão, basicamente. Contrato novo, o próximo pelo título, e bora!
— Carlos Prates, no The Ariel Helwani Show
Dezembro, janeiro, Ramadã: quem decide é o calendário
A janela do campeão é curta
Makhachev não esconde a limitação. “A gente tem que lutar antes do Ramadã, 100%. Janeiro, fim de 2026, a gente tem que lutar”, afirmou, antes de acrescentar o argumento que acelera tudo: “Tenho 34 anos, preciso lutar o quanto antes.” Ele também disse ter saído do UFC 330 sem lesão séria, o que mantém a porta aberta.
Prates aposta em dezembro. Bate com a janela do campeão, e explica por que a conversa com o UFC aconteceu poucos dias depois do evento, e não em setembro.
O que observar agora
Três sinais, nesta ordem. O anúncio oficial do UFC, que transforma palavra em cartaz. Data e cidade, que dizem se é dezembro ou janeiro. E qualquer luta marcada para Michael Morales, porque um Morales encaixado em outro combate é confirmação silenciosa para Prates.
Até lá existe uma frase, um contrato de oito lutas e um campeão que disse em voz alta quem prefere enfrentar. Não é pouco. Também ainda não é uma luta.
Acompanhe com os números de verdade
Os cartéis completos de Carlos Prates e Islam Makhachev, os índices de finalização, as estatísticas de trocação e de wrestling e o ranking meio-médio atualizado depois do UFC 330 estão no aplicativo FightHub. Baixe, coloque os dois perfis lado a lado e faça o seu palpite antes de o UFC oficializar qualquer coisa.

