Gable Steveson entrou no UFC 331 como favorito a 2500 para 100 e estava inconsciente doze segundos depois. Foi a primeira derrota profissional da carreira dele no MMA, uma das maiores surpresas alguma vez registadas pela promotora, e saiu do octógono sem esperar pelo que vinha a seguir. Daniel Cormier apontou isso na emissão. Dana White não.
O essencial
- Gable Steveson foi nocauteado por Sean Sharaf aos doze segundos do combate de peso pesado no UFC 331, a primeira derrota profissional dele.
- Estava a -2500 e Sharaf chegou a dez para um, o que faz deste um dos maiores choques da história das odds do UFC.
- Steveson saiu do octógono de imediato; Daniel Cormier criticou-o na emissão, enquanto Dana White preferiu não o fazer.
O que aconteceu a Gable Steveson em doze segundos
A resposta mais curta possível a uma pergunta longa
Steveson chegou ao MMA com um ouro olímpico e um currículo de luta que fazia dele um dos lutadores mais completos da sua geração. A pergunta foi sempre o que acontece antes de a luta agarrada conseguir começar. No sábado, essa pergunta foi respondida em doze segundos, com um cruzado de esquerda, frente a um adversário sem uma fracção do perfil dele.
As odds mostram a dimensão
Uma linha a -2500 equivale a dar-lhe mais de noventa e cinco por cento de hipóteses. Sharaf chegou a dez para um. Surpresas desta dimensão acontecem meia dúzia de vezes por década neste desporto, e se se repetem sobretudo no peso pesado é porque doze segundos chegam para um pesado acertar uma vez.
A saída do octógono e as duas reacções
Cormier disse o que ninguém dizia
Steveson saiu da jaula antes das formalidades. Na emissão, Daniel Cormier, ele próprio lutador olímpico e com uma carreira inteira a prestar contas em público depois das derrotas, disse que aquilo foi mau, e colocou a questão no ficar ali e aguentar quando se perde. Vindo dele não é golpe baixo, é a descrição de uma obrigação da profissão.
White recusou juntar-se
Na conferência de imprensa, White lembrou que um lutador naquela posição carrega expectativas que ele próprio construiu, disse que estas coisas acontecem e foi buscar o precedente de um lutador que saiu a correr do octógono depois de vencer. É uma decisão assumida: preservar um investimento em vez de corrigir um jovem lutador em público.
As duas leituras podem ser verdadeiras
Sair é má forma, e é também exactamente o que faz alguém com vinte e poucos anos nos primeiros noventa segundos da pior noite da carreira, depois de ter ficado inconsciente. Tratar aquele momento como um veredicto sobre o carácter é ler um nocaute como se fosse uma conferência de imprensa.
You cannot be a great winner but then an ungrateful loser, and I think that was bad by Steveson.
— Daniel Cormier, na emissão do UFC 331
Em que fica o projecto
Nada do que aconteceu testa mesmo a premissa
Doze segundos não chegam para dizer se a luta agarrada de Steveson se transfere. Dizem que lhe encontraram o queixo e que a entrada é a parte vulnerável, que é exactamente o que se diz de quase todos os lutadores de wrestling que atravessam. O projecto não fica refutado, continua simplesmente por demonstrar, agora com uma derrota colada.
O peso pesado é o pior sítio para aprender isto
Não existe versão suave desta divisão. Qualquer adversário pode acabar a noite com um soco, a profundidade é rala o suficiente para o degrau chegar cedo, e não há um patamar de baixo risco onde um nome desta dimensão se possa formar em silêncio. Esse facto estrutural, mais do que qualquer coisa de sábado, é o verdadeiro obstáculo.
Seguir o peso pesado com números a sério
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