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A desforra de Khamzat Chimaev: ele exige, e continua a recusar-se a chamar derrota ao combate com Strickland

Uma decisão dividida separa Khamzat Chimaev do cinturão dos médios que levou ao UFC 328, e passou a semana a explicar que essa decisão esteve errada. A desforra de Khamzat Chimaev é o que ele pede: já a seguir contra Sean Strickland, se a promoção aceitar, e caso contrário contra o vencedor de Strickland frente a Nassourdine Imavov. O registo dele diz 15-1. Ele fala como se dissesse 16-0.

O essencial

Porque é que a desforra de Khamzat Chimaev lhe parece devida

Uma discussão sobre o que pontua

O argumento dele não é que o combate foi renhido. É que se premiou aquilo que não devia. “Sou o candidato número um. Não perdi o combate que as pessoas julgam. Tipo, nunca vi um tipo ganhar um combate só a andar para trás e a dar jab, jab”, disse ao MMA Junkie.

Depois virou-se para os próprios critérios: “Os juízes, alguns juízes, antes diziam dano, dano, e ele não levou dano com aquilo.” É um lutador a perguntar porque é que um jab dado em recuo pesou mais do que a pressão e o corpo a corpo que impôs durante cinco assaltos.

Dois caminhos, um destino

O primeiro é a desforra directa, aquela que um ex-campeão derrotado em dois cartões de 48-47 pode exigir com alguma lógica. O segundo é esperar: Strickland tem combate marcado com Nassourdine Imavov, e Chimaev avisa que fica com o vencedor. Nos dois casos o pedido é o mesmo, e passa à frente de toda a fila que tem atrás.

O que aconteceu realmente no UFC 328

A primeira derrota, e quão renhida foi

Chimaev entrou invicto no UFC 328 e saiu sem o cinturão. Strickland levou-o por decisão dividida, dois juízes em 48-47, o equivalente a um único assalto a mudar de mãos. Nada ali se pareceu com uma sova, em nenhum dos sentidos, e é precisamente isso que mantém a polémica viva.

Um registo que muda a conversa

Com 15-1 continua a ser o nome mais evitado que a divisão produziu em anos, mas o zero desapareceu, e esse zero trabalhava muito por ele. Invicto, podia exigir tudo. Com 15-1, tem de argumentar, e fá-lo em público em vez de esperar que os matchmakers o façam por ele.

Imavov, a outra dívida

Imavov (17-4) não conseguiu a sua oportunidade a falar. Se vencer Strickland, a promoção passa a ter um campeão novo que nada deve a Chimaev, e o argumento da desforra transforma-se num argumento de fila. É a versão sobre a qual a equipa dele tem menos controlo.

Sou o candidato número um. Não perdi o combate que as pessoas julgam. Tipo, nunca vi um tipo ganhar um combate só a andar para trás e a dar jab, jab.

O que faz enquanto a divisão decide

Visível, e a ganhar noutro sítio

Não esperou calado. Esta semana está num cartaz de luta livre olímpica, e não numa jaula, diante de um velho conhecido, Gilbert Burns (22-10), que já venceu no MMA no UFC 273, em Abril de 2022. Isso não é um combate e não muda nada na hierarquia dos médios, mas mantém-no à frente de um público enquanto a corrida ao título se resolve sem ele.

O preço de esperar

Um ex-campeão que salta um ciclo vê os candidatos a empilharem-se de novo. Cada mês sem combate assinado é um mês em que ganha outro, e o processo construído sobre uma única má noite fica mais difícil de defender. Ele sabe-o, e por isso o pedido passa por entrevistas e não pelos bastidores.

Seguir os pesos médios com números a sério

Os registos, as finalizações, a actividade e as nossas próprias notas de cada lutador desta história estão actualizados na aplicação FightHub. Descarregue-a para ver a divisão mexer-se no momento em que um combate de título for assinado.

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