Cris Cyborg desiste da reforma: sem ela, nenhuma grande organização de MMA teria uma divisão feminina de 66 kg
Cris Cyborg afinal não se retira. Um mês depois de vencer Ketlen Vieira no PFL Tampa, num combate apresentado como a sua despedida, a peso pena, 30-2, anunciou nas redes sociais que vai continuar a lutar. O motivo não é uma desforra nem um cheque, mas uma categoria: se saísse, diz, nenhuma grande organização de MMA manteria uma divisão feminina de 66 kg.
O essencial
- Cris Cyborg anunciou esta semana nas redes sociais que não se retira, um mês depois de o PFL Tampa ter sido apresentado como o seu último combate.
- Venceu Ketlen Vieira por decisão unânime a 22 de agosto num combate pelo título de peso pena feminino do PFL, e o seu registo é de 30-2.
- O argumento: sem ela, nenhuma grande organização de MMA teria uma divisão feminina de peso pena, o que considera inaceitável.
Cris Cyborg muda de ideias
Uma despedida que nunca o foi de verdade
O PFL apresentou a noite de 22 de agosto em Tampa como o combate de despedida de Cyborg. Ela nunca usou a palavra: antes do combate, dizia apenas que o contrato estava a terminar. Depois venceu Ketlen Vieira por decisão unânime, com o título de peso pena feminino do PFL em jogo.
O anúncio
Esta semana, publicou que não está pronta para parar. A mensagem não visa nenhuma adversária. Fala do que desapareceria se ela saísse.
Um registo que continua a alargar
Com 30-2, Cyborg tornou-se a primeira lutadora a conquistar títulos em 5 grandes organizações, e as suas 2 únicas derrotas chegaram na estreia profissional, em 2005, e frente a Amanda Nunes, em 2018.
Porque é que a divisão de peso pena feminino é o seu argumento
Uma divisão que mal existe
O raciocínio é simples: se parasse, nenhuma grande organização de MMA teria uma divisão feminina de 66 kg. O UFC já não a tem, e o título do PFL é o que ela detém.
A comparação com o boxe
Compara o MMA com o boxe feminino, onde as lutadoras têm várias categorias e escolhas reais. No MMA, escreve, as mulheres continuam limitadas, e apresenta o regresso como uma forma de manter uma porta aberta.
O que ela não diz
Nenhuma adversária, data ou organização foi anunciada com a mensagem. A questão do contrato, levantada antes de Tampa, continua em aberto.
I'm not ready to retire…Not yet. If I walked away today, there would be no major MMA promotion with a women's 145 lb division. That's unacceptable.
— Cris Cyborg, nas redes sociais, setembro de 2026
O que se segue para Cris Cyborg
A era MVP
O PFL fundiu-se com a Most Valuable Promotions, a empresa de Jake Paul, e passa para a marca MVP em 2027. É o destino mais óbvio para ela, mas nada foi assinado publicamente.
Os nomes falados
A imprensa aponta para uma desforra com Amanda Nunes ou um primeiro combate com Ronda Rousey, que venceu Gina Carano na primeira noite de MMA da MVP. Nenhum está marcado.
Acompanhe a divisão com números reais
O registo completo de Cyborg, a taxa de finalização e o nosso ranking das pesos pena estão na aplicação FightHub. Descarregue-a para acompanhar o próximo combate assim que for anunciado.
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