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Brendan Allen garante o quinto combate principal no UFC, e continua a não ser o que anda a pedir

O UFC confirmou Brendan Allen frente a Christian Leroy Duncan como combate principal do UFC Vegas 122, a 10 de outubro no Meta Apex. Allen passou meses a pedir publicamente Dricus du Plessis para outubro. Conseguiu outubro. Não conseguiu du Plessis.

O essencial

O combate que Brendan Allen queria, e aquele que lhe deram

Um desafio que não deu em nada

Allen não foi subtil. Nomeou du Plessis em público, insistiu numa data em outubro e acusou o antigo campeão de o evitar. É o tipo de campanha que às vezes resulta: a organização repara, o adversário morde o isco, o combate faz-se.

Desta vez chegou a data sem o adversário. Allen encabeça em outubro frente ao décimo primeiro dos médios em vez do antigo campeão, o que diz bastante sobre o pouco que vale um desafio por si só quando o outro não tem razão nenhuma para responder.

Quinta vez no topo de um cartaz

Cinco combates principais no UFC não é pouco. É o percurso de um lutador a quem a organização confia um Fight Night: resistente, ativo, sempre espetacular, sempre disponível. E é também, para já, o percurso de um lutador a quem nunca deram o combate que mudaria a sua posição.

É a armadilha silenciosa do candidato fiável. Encabeçar é ao mesmo tempo um prémio e uma sala de espera. Cada cartaz confirma que ele pertence ao topo sem o colocar na corrida ao título, e o ranking fica onde está.

Porque Duncan é uma má noite para receber

A série de cinco de que ninguém fala

Christian Leroy Duncan começou 3-2 no UFC, aquele tipo de arranque que faz enterrar um lutador cedo. Desde então venceu cinco seguidas e subiu ao décimo primeiro lugar. Chega ao primeiro combate principal com a dinâmica do seu lado, e não no papel de quem está a ser exibido.

Para Allen, esta é a pior versão de um combate que não pediu. Vencer um décimo primeiro em ascensão apenas confirma o que o ranking já diz. Perder com ele custa uma série de três e coloca à sua frente mais um nome na divisão.

A aritmética da fila nos médios

A divisão acima dele está congestionada e lenta. Os candidatos esperam por um campeão lesionado, por uma desforra, ou anulam-se uns aos outros. Um quinto contra um décimo primeiro acontece precisamente porque os combates do topo não estão disponíveis, e toda a gente o sabe.

Cinco assaltos mudam, ainda assim, uma coisa. Um combate principal é julgado e recordado de outra maneira, e uma finalização no topo do cartaz vale mais do que a mesma nos preliminares. Se Allen quiser forçar a situação, é este o formato que lhe dá espaço.

DDP sucks end of story

O que o 10 de outubro decide realmente

Duas apostas diferentes na mesma jaula

Duncan luta para chegar: um primeiro combate principal, um escalpe do top cinco e o argumento de que o arranque a 3-2 era uma leitura falsa. Allen luta para não ficar parado, o que é uma motivação mais difícil de sustentar e um argumento mais difícil de vender.

A gala é no Apex, não num pavilhão, o que limita à partida quanto a noite pode valer comercialmente. É mais um sinal da posição dos dois: alto o suficiente para encabeçar, ainda não o suficiente para encher um recinto.

A versão a vigiar

Repare se Allen luta como quem quer provar alguma coisa ou como quem protege uma posição. O primeiro produz a exibição que finalmente lhe dará o nome que procura. O segundo produz uma quarta vitória como cabeça de cartaz que não muda nada, e um sexto cartaz contra outra pessoa na primavera.

Rankings, séries, taxas de finalização e o percurso completo de Brendan Allen, de Christian Leroy Duncan e de todo o top quinze dos médios estão na aplicação FightHub, atualizados à medida que saem os resultados. Descarregue-a e siga a divisão que decide quem chega mesmo à disputa do título.

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