Silva x Wang no UFC 332: o cinturão que ninguém perdeu
No dia 3 de outubro, no Delta Center em Salt Lake City, Natália Silva e Wang Cong disputam um título peso-mosca que ficou vago sem um único golpe. A luta vem sendo apontada como a mais fraca do outono. Os números contam outra história.
Silva x Wang é uma invicta contra uma lutadora que perdeu só uma vez.
- Fight Hub
- 19 setembro 2026
O essencial
- Valentina Shevchenko entregou o cinturão por causa de uma lesão nos ligamentos do ombro e das costas; o treinador fala em pelo menos oito meses, a organização chegou a citar um ano.
- Natália Silva está invicta em oito lutas desde 2022; Wang Cong chega embalada por quatro vitórias seguidas.
- É a primeira vez que o peso-mosca feminino encabeça um evento numerado, e a primeira luta principal feminina da era CBS e Paramount.
Um cinturão devolvido, não perdido
Valentina Shevchenko defenderia o título contra Natália Silva em 3 de outubro. Uma lesão nos ligamentos do ombro e das costas encerrou o plano. Em vez de travar a divisão durante a recuperação, a campeã devolveu o cinturão.
Os prazos não batem exatamente. O treinador dela fala em pelo menos oito meses fora. A organização mencionou uma ausência de até um ano. De um jeito ou de outro, o intervalo era longo demais para deixar uma divisão inteira parada.
Silva mantém a disputa de título, mas contra outra adversária. Wang Cong sobe de patamar depois de vencer Tracy Cortez e se vê brigando por um título mundial em sua sexta aparição pela organização.
O que muda com um título vago
Ninguém defende nada. As duas começam em igualdade, e quem vencer vira campeã sem nunca ter encarado a dona do cinturão. É exatamente aí que a crítica se apoia.
Silva x Wang: o que os números dizem
Natália Silva tem cartel profissional de 20 vitórias, 5 derrotas e 1 empate. Desde que chegou, em 2022, não perdeu: oito lutas, oito vitórias, três delas contra ex-campeãs.
Wang Cong soma 10 vitórias e 1 derrota em onze lutas. Tem 168 cm de altura e 169 cm de envergadura, contra 163 cm e 165 cm da rival: cinco centímetros de porte e quatro de envergadura para a chinesa. Silva tem 27 anos, Wang tem 32.
A reclamação sobre a luta cabe em uma palavra: decisões. As cinco últimas vitórias de Silva foram na distância. As quatro últimas de Wang também. Duas lutadoras que vencem nos cartões, em cinco rounds, é o que assusta.
Perder, porém, nenhuma das duas perde. Uma invicta em oito lutas contra uma atleta com só uma derrota em onze combates não é acaso de matchmaking.
As críticas são um pouco chatas. Mas tenho certeza de que todos os lutadores que o UFC colocou nesse card estão prontos para fazer uma grande luta, sabe?
— Deiveson Figueiredo, à MMA Fighting, sobre as críticas ao UFC 332
A organização banca, e um ex-campeão também
O card foi atacado desde o anúncio, com um analista chamando a luta principal de pior da história recente. Deiveson Figueiredo, que encara Payton Talbot no co-main, respondeu direto.
Existe um cálculo por trás. É a primeira vez que o peso-mosca feminino lidera um evento numerado, e a primeira luta principal feminina desde a mudança para CBS e Paramount. Um cinturão vago, duas lutadoras que quase não perdem, cinco rounds: a aposta está na luta, não nos nomes.
O dia 3 de outubro resolve. Até lá, os cartéis completos, as medidas e o histórico das duas estão no aplicativo FightHub, com o card atualizado conforme os anúncios saem.
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