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México

O MMA mexicano foi construído em cima de uma das culturas de boxe mais profundas do mundo, e a herança aparece já na primeira troca de quase toda luta.

O que o boxe deixa

Uma academia de boxe ensina coisas difíceis de adquirir depois: o golpe no corpo como investimento de longo prazo, e não como enfeite; a disposição de ficar na distância e trocar; o hábito de trabalhar atrás do jab e girar o adversário por cima da mão da frente. O boxe mexicano, em particular, é associado a pressão e volume — andar para cima do adversário e obrigá-lo a lutar num ritmo que ele não escolheu.

Os lutadores que levam isso para o MMA são perigosos de um jeito bem específico. Ficam à vontade exatamente onde a maioria não fica, na distância curta, e o trabalho de corpo castiga quem planejava circular por três rounds. O preço é o mesmo de todo trocador: a defesa de queda precisa ser construída de propósito, porque nada no esporte de origem ensina isso.

Uma cena ainda em construção

O México chegou ao esporte depois do Brasil e dos Estados Unidos, e seu circuito profissional é mais novo. Isso tem duas consequências visíveis nas páginas abaixo. A primeira é que muitos lutadores mexicanos se formaram fora, frequentemente nos Estados Unidos, e carregam a luta agarrada da academia que os recebeu. A segunda é que a geração mais nova cada vez menos — ela cresceu em academias mexicanas que já ensinavam wrestling e jiu-jitsu ao lado das mãos.

As cidades de fronteira pesam aqui. Tijuana e Mexicali ficam perto o bastante do sul da Califórnia para se treinar dos dois lados, e o fluxo vai nas duas direções. A Cidade do México, mais longe dessa troca, desenvolveu as próprias equipes.

As páginas abaixo listam todos os lutadores mexicanos do catálogo, com a categoria de peso, a academia e como terminou cada uma das suas últimas cinco lutas.