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Japão

O Japão é o outro país onde o MMA foi inventado, e não importado. Enquanto o esporte era montado no Brasil a partir do jiu-jitsu e do vale-tudo, uma versão paralela era montada no Japão a partir do wrestling profissional, do judô e do caratê — e por um bom tempo a versão japonesa foi a mais organizada das duas.

O shoot wrestling e as regras que vieram dele

A linhagem japonesa passa pelo shoot wrestling: lutadores de wrestling profissional que queriam competir de verdade e que criaram regras para isso. Aquelas primeiras organizações fizeram uma coisa que o resto do esporte levou anos para copiar: usavam categorias de peso, rounds e julgamento quando os torneios sem limite de peso ainda eram o padrão em todo lugar. Várias convenções que hoje parecem universais foram testadas primeiro no Japão.

As artes de origem deixaram suas marcas. O judô dá as projeções e a briga de pegada; o caratê dá um jogo de distância bem próprio, com base de lado e entradas longas que não lembram em nada a movimentação do boxe e que os adversários muitas vezes leem errado. O catch wrestling, absorvido pela linhagem shoot, aparece nas chaves de perna e na disposição de atacar finalizações a partir de posições que lutadores de outras escolas tratam como neutras.

Onde os lutadores japoneses treinam hoje

A cena local continua forte, mas as páginas abaixo mostram outra coisa com clareza: boa parte dos lutadores japoneses do catálogo treina em equipes fora do Japão. Muda-se de país atrás de parceiros do mesmo peso — as categorias mais leves são profundas no Japão e rasas em quase todo o resto do mundo, e isso corta para os dois lados.

Ler a coluna da academia separa, portanto, duas carreiras muito diferentes: uma construída dentro do sistema japonês, outra construída fora por um lutador que saiu dele. Os cartéis não se parecem, e os estilos também não.

As páginas abaixo listam todos os lutadores japoneses do catálogo, com a categoria de peso, a academia e como terminou cada uma das suas últimas cinco lutas.