Chimaev vs Burns 2 está marcado para o RAF 13, e desta vez não tem jaula
Chimaev vs Burns 2 vai ser o co-main event do RAF 13, no dia 18 de setembro, no Watsco Center, em Coral Gables, na Flórida, num duelo de wrestling em peso casado transmitido pela Fox Nation. Quatro anos e meio depois do clássico do UFC 273, a revanche acontece no tatame, porque a luta que Khamzat Chimaev realmente quer não apareceu.
- Fight Hub
- 3 setembro 2026
O essencial
- Khamzat Chimaev e Gilbert Burns se reencontram em 18 de setembro no RAF 13, em Coral Gables, num duelo de wrestling em peso casado que fecha o card logo abaixo de Colby Covington.
- O primeiro duelo, no UFC 273 em abril de 2022, terminou em decisão unânime para Chimaev e rendeu bônus de luta da noite. Foi o mais perto que alguém chegou de vencê-lo, até Sean Strickland aparecer.
- Burns se aposentou do MMA em abril, depois de um nocaute técnico sofrido para Mike Malott, a quinta derrota seguida. Migrou para o management e para o grappling: finalizou Horlando Monteiro em 82 segundos num evento do UFC BJJ, em junho.
Chimaev vs Burns 2 entra como co-main event do RAF 13
O anúncio, em detalhe
Quem anunciou foi a própria RAF: Khamzat Chimaev contra Gilbert Burns no dia 18 de setembro, no RAF 13, no Watsco Center de Coral Gables, na região de Miami. O card é exclusivo da Fox Nation e tem Colby Covington na luta principal. Chimaev e Burns entram logo antes, num duelo de wrestling em peso casado, e não numa luta de MMA.
Burns respondeu ao anúncio com duas palavras nas redes: “Let’s wrestle”. É a estreia dele sob a bandeira da RAF. Para Chimaev, é o terceiro compromisso de grappling de uma sequência bem cheia, e os dois vão se enfrentar sob regras que tiram justamente aquilo de que ninguém esqueceu na primeira luta.
O que a primeira luta foi de verdade
UFC 273, abril de 2022. Chimaev chegava invicto e quase intocado, depois de uma passagem pelo UFC em que resolvia os adversários antes de eles se organizarem. Burns o levou a três rounds de mão dupla, derrubou ele, absorveu muito em troca e perdeu uma decisão unânime que muita gente pontuou de outro jeito. Os dois saíram com o bônus de luta da noite.
Aquela luta segue sendo a referência de todo o caso Chimaev. Até este ano, era a única prova de que dava para complicar a noite dele. O resto do cartel era exibição.
Por que Chimaev está lutando wrestling em vez de MMA
A derrota que esvaziou o calendário dele
Em maio, no UFC 328, em Newark, Sean Strickland retomou o cinturão dos médios por decisão dividida, 48-47, 47-48, 48-47. Foi a primeira derrota da carreira profissional de Chimaev, e apertada o bastante para a revanche se impor sozinha. Ela não foi feita.
Então Chimaev preencheu o vazio por fora. Encaixou Dillon Danis na estreia pela RAF, neste meio de ano. Está no main event do RAF Moscou contra Tyron Woodley. Agora pega Burns. Três compromissos de grappling em poucos meses, para um lutador que não compete no MMA desde que perdeu o cinturão.
Os quatro nomes que ele quer
Ele foi direto sobre o que está esperando. Nas redes, citou Sean Strickland, Dricus du Plessis, Nassourdine Imavov e Caio Borralho, e se colocou na frente da fila para os quatro. Strickland é claramente o alvo. Os outros são o plano B se a revanche continuar não saindo.
Cards de wrestling são um jeito razoável de se manter afiado e visível. Não são luta de título, e Chimaev não finge o contrário. A temporada dele na RAF se lê pelo que é: um lutador mantendo o nome em circulação enquanto uma divisão decide o que fazer com ele.
Estou pronto. Me avisem quando vocês estiverem: Sean, Dricus, Nassourdine, Caio.
— Khamzat Chimaev, nas redes sociais
Burns já não é mais um lutador de MMA
Uma aposentadoria e uma segunda carreira
Burns não chega aqui como competidor na ativa. Largou o MMA em abril, depois de um nocaute técnico para Mike Malott, quinto tropeço seguido de uma sequência que o levou de desafiante ao título para a parte de baixo do top 15 dos meio-médios. De lá para cá entrou no management e voltou ao que era antes de tudo isso: um grappler muito bom.
Esse detalhe pesa aqui. Em junho, finalizou Horlando Monteiro em 82 segundos num evento do UFC BJJ. Burns é faixa-preta com histórico competitivo sério no tatame, e um regulamento de wrestling tira exatamente o que mais o machucou em 2022, que era segurar a pancada de Chimaev por quinze minutos.
O que olhar no dia 18 de setembro
A pergunta interessante não é quem é mais forte. É se Burns consegue fazer com um duelo de wrestling o que fez com a primeira luta: esticar até passar do ponto em que a largada de Chimaev decide tudo. O grappling de Chimaev sempre foi concentrado no começo, na queda, no scramble, na posição conquistada nos primeiros noventa segundos. Burns é um dos pouquíssimos que sobreviveu a isso e seguiu trabalhando.
Regras, cards e datas mudam o tempo todo neste esporte, e este caso é incomum o bastante para merecer acompanhamento de verdade, não print de rede social. Cartéis dos lutadores, cards completos e cada anúncio assim que é confirmado estão no aplicativo FightHub. Baixe e acompanhe o RAF 13 enquanto ele termina de fechar.
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