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O contrato de Paulo Costa tornou-se caso público três assaltos, cinco com aumento, ou que o libertem

Paulo Costa — FightHub

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Ao contrato de Paulo Costa resta um combate, e Costa deixou de esperar calado. Expôs a situação no X a 20 de setembro, nomeou o dirigente do UFC de quem quer uma resposta e pôs três opções à escolha da promotora. Duas são combates. A terceira é libertá-lo.

O essencial

Do que trata mesmo o braço de ferro pelo contrato de Paulo Costa

Três assaltos ou cinco, e quem paga a diferença

O litígio é mais estreito do que um ultimato público costuma sugerir. A posição de Costa é que o último combate do acordo está contratado a três assaltos, e que não está a recusar cinco assaltos, está a recusar cinco assaltos nas condições de três. Acrescente-se dinheiro e seis semanas de aviso e ele diz que aceita frente a qualquer um da divisão. É uma negociação sobre uma cláusula, conduzida em calendário público.

Nomeou uma pessoa, não uma empresa

A mensagem foi dirigida a Hunter Campbell, o director de negócio da promotora, e não ao UFC como abstracção. Os lutadores que vêm a público costumam apontar ao emblema. Apontar a quem assina o papel é dizer que o processo está numa secretária concreta e não se mexeu, e torna o silêncio mais difícil de sustentar.

A alavanca é a terceira opção

Se uma lista de três funciona, é por causa do terceiro ponto. Pedir a libertação é a única coisa que uma promotora não concede de ânimo leve com um candidato vindo de duas finalizações, e também a única que um lutador não pede sem falar a sério. Tudo o que Costa pode obter aqui nasce da credibilidade dessa linha.

Porque tem argumento, e porque continua incómodo

Está a ganhar, e é esse o argumento todo

Costa chega a este braço de ferro depois de finalizar os dois últimos adversários. Um lutador que pede condições depois de derrotas pede caridade; um que pede depois de duas finalizações seguidas pede preço de mercado. O momento não é acaso, é a única janela em que o pedido pesa.

Um último combate contratado é má coisa para deixar parada

O último combate de um acordo é onde uma carreira é reavaliada. Ficar em cima dele custa ao lutador o contrato seguinte, e não apenas a bolsa, porque a próxima negociação fixa-se pela última exibição, e essa última exibição não acontece. Cada mês de atraso acumula-se num só sentido, e é o lutador que o carrega.

A parte que não está na mão dele

Nada disto obriga ninguém. Uma promotora pode deixar um lutador sem data durante muito tempo sem infringir seja o que for, e a pressão pública funcionou neste desporto mais ou menos tantas vezes quantas se virou contra quem a fez. Costa tornou a situação legível, o que não é o mesmo que tê-la resolvido.

OK, I'm making this public and clear: I have 1 fight left.

Para onde vai isto nos meio-pesados

Uma divisão que precisaria dele

Pede qualquer meio-pesado do plantel, coisa rara de ler em alguém com o perfil dele e sinal de que quer actividade mais do que um nome concreto. Numa categoria que sofre cronicamente para preencher datas, um candidato indiferente ao adversário e com duas finalizações devia ser a marcação mais fácil da secretária.

Ver o anúncio, não as respostas

Braços de ferro destes acabam em silêncio. Ou aparece um acordo de combate nas próximas semanas e o formato diz quem ganhou a discussão, ou não aparece e a questão da libertação deixa de ser retórica. Tudo o que se disser pelo meio é ruído.

Seguir a divisão com números a sério

Os registos, as taxas de finalização, a actividade e as nossas próprias notas, em todas as promotoras, estão actualizados na aplicação FightHub. Descarregue-a para ver como está mesmo o meio-pesado neste momento.