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Mario Pinto sobreviveu a uma bomba de Ryan Spann, depois foi ao TKO e continua invicto em 13-0

Mario Pinto pegou o momento mais assustador do seu percurso no UFC e transformou-o na sua melhor vitória. Ryan Spann acertou-o cedo com o tipo de golpe que termina combates de pesos-pesados, mas Pinto aguentou, foi para cima do veterano e finalizou com golpes no solo aos 0:55 do segundo assalto no UFC Paris. Está agora em 13-0, e fez questão de que o recinto soubesse o que isso significava.

O essencial

Como Mario Pinto transformou um susto numa finalização

Aguentou o melhor golpe e continuou a avançar

Por um momento pareceu que a série invicta de Pinto podia terminar como os combates de pesos-pesados costumam terminar: de repente. Spann, um finalizador a sério, acertou uma bomba cedo, o tipo de golpe que apagou muitas noites nesta divisão. Pinto aguentou, clareou a cabeça e recusou-se a deixar o combate virar um tiroteio nos termos de Spann.

A partir daí foi uma queda, posição dominante e o tipo de ground-and-pound que não precisa de muito nos pesos-pesados. A finalização chegou aos 0:55 do segundo assalto, e a essa altura a história tinha-se virado por completo: o homem que estivera em apuros era o que ficava de pé sobre um adversário parado.

A frase que resumiu tudo

Pinto não fez humildade. “Queriam entretenimento, aí está o entretenimento, agora conhecem o meu valor”, disse, uma frase de promotor lançada por um lutador que a acabara de justificar. Numa divisão faminta de nomes novos, esse tipo de confiança, ganha em tempo real, é exatamente o que o UFC quer ouvir de uma promessa.

O que a vitória diz sobre Mario Pinto

Invicto, e não em silêncio

Pinto está agora em 13-0, e 4-0 no UFC, um pesado invicto que continua a responder às perguntas que lhe fazem. Sobreviver a um golpe de potência de Spann antes de finalizar é um dado mais útil do que mais uma vitória de rotina: mostra que aguenta o pior da divisão e mesmo assim fecha, exatamente o traço que separa os candidatos dos highlights nos pesos-pesados.

A exibição esteve no cartaz preliminar da noite de afirmação francesa em que o UFC Paris se tornou, um cartaz cheio de finalizações, e a de Pinto foi das que ganharam bónus. Para um pesado que ainda constrói o nome, partilhar a folha de prémios com os cabeças de cartaz da noite é já uma forma de chegada.

Também não é tímido quanto à divisão

Pinto aproveitou ainda o momento para apontar ao estado dos pesos-pesados. “Os grandalhões dos pesos-pesados, chamavam-nos titãs. Agora fazem troça de nós nesta divisão”, disse, apresentando-se como a resposta a uma categoria que considera sem gume. Se consegue confirmá-lo diante de adversários classificados é a dúvida seguinte, mas não espera permissão para a levantar.

Queriam entretenimento, aí está o entretenimento, agora conhecem o meu valor.

O que vem a seguir para Mario Pinto

A porta do ranking abre-se

Quatro vitórias no percurso do UFC, invicto no total, com um bónus e uma finalização de recuperação diante de um nome experiente, Pinto ganhou uma olhadela à orla do top 15. Os pesos-pesados são escassos o suficiente para que um finalizador 13-0 que fala assim não fique sem classificação por muito tempo, e o UFC tem todos os motivos para descobrir quão real ele é diante de um gatekeeper.

O risco é o mesmo que persegue sempre um pesado invicto: o primeiro teste a sério pode reescrever tudo num só golpe, como Spann quase mostrou. Mas Pinto acaba de provar que sobrevive a esse golpe e vence na mesma, o mais valioso que podia levar de Paris.

Segue o panorama dos pesos-pesados com números reais

O cartel completo de Mario Pinto, o historial de Ryan Spann e os rankings atuais dos pesos-pesados estão na aplicação FightHub, atualizada logo após o cartaz. Descarrega-a para veres onde encaixa mesmo um pesado invicto em 13-0.

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