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Zabit Magomedsharipov voltou a competir sete anos depois e venceu um peso-pena classificado do UFC

Zabit Magomedsharipov não competia desde 2019 e retirou-se formalmente do MMA em 2022. No sábado, em Istambul, venceu Youssef Zalal, peso-pena classificado do UFC, por decisão unânime. Foi um combate de grappling, não uma luta, e toda a história está nessa distinção.

O essencial

Zabit Magomedsharipov ganhou aos pontos, no tatame

O que aconteceu de facto

Os títulos à volta disto pedem leitura atenta. Magomedsharipov não regressou ao MMA. Competiu num combate de grappling de submissão no cartaz do ACBJJ 22, no Ora Arena de Istambul, sob regras de jiu-jitsu, e levou uma decisão unânime frente a Youssef Zalal.

Sem jaula, sem golpes, sem um assalto em que sete anos de inatividade ficassem expostos como um combate os expõe. Não é uma crítica à exibição, é o enquadramento a que ela pertence.

Porque o adversário conta na mesma

Zalal não é um nome de conveniência. Era oitavo nos pesos-pena do UFC na atualização de 28 de abril e continua a competir ali. Bater um lutador classificado e em atividade no tatame ao fim de sete anos de ausência é um resultado real, seja qual for o regulamento.

A leitura mais segura é a mais estreita: no único terreno onde a inatividade custa menos, um homem que não competia desde 2019 continuava a ser melhor do que um top dez do UFC ao longo de um combate inteiro.

Sete anos, e uma carreira parada sem desfecho

Saiu no topo, e depois nada

O último combate de Magomedsharipov foi uma vitória sobre Calvin Kattar, em novembro de 2019. Estava a 18-1, invicto no UFC, e era tido como o peso-pena mais criativo da divisão. Depois as marcações deixaram de chegar, ou chegaram e caíram, uma atrás da outra. Retirou-se formalmente em 2022 sem nunca ter tido o combate de título que toda a gente dava como certo.

É disso que este resultado fala, e ele próprio o formulou numa frase mais dura do que parece: «não me arrependo de ter deixado o desporto sem ter ganho nada».

O que ele não disse

Não anunciou um regresso ao MMA. Nenhuma organização disse fosse o que fosse, não existe data, e ler um regresso num combate de grappling seria inventá-lo.

O que o combate estabelece é que treina, compete e aceita ser medido em público com lutadores atuais do UFC. Já é mais do que era verdade a seu respeito desde 2019.

Não me arrependo de ter deixado o desporto sem ter ganho nada.

No mesmo fim de semana, tinha algo a dizer sobre Xangai

Um veredicto sobre a maior surpresa da semana

Magomedsharipov também se pronunciou sobre o nocaute de Song Yadong a Umar Nurmagomedov no UFC Xangai na véspera, chamando-lhe soco de sorte. Vindo de um lutador com o seu próprio passado naquela divisão, a afirmação merece ser noticiada e merece que se lhe resista.

O golpe foi um uppercut de direita colocado sobre uma mudança de nível, no segundo assalto, por alguém cuja equipa se tinha preparado precisamente para aquela luta. Isso é uma leitura, não um bilhete de lotaria. A equipa de Song chegou mesmo a anunciar a finalização de antemão.

O que seguir a partir daqui

Duas coisas, e só duas. Se Magomedsharipov marcar mais alguma coisa, em grappling ou noutra modalidade, porque um combate ao fim de sete anos é um ponto isolado e dois já são uma direção. E se alguma organização disser o nome dele em voz alta, coisa que ninguém fez ainda.

Até lá, o resumo honesto é o mais aborrecido: competiu, ganhou, era grappling, e diz não se arrepender de nada.

Siga os pesos-pena com os números reais

O cartel completo de Zabit Magomedsharipov, o historial de Youssef Zalal e os rankings atuais dos pesos-pena estão na aplicação FightHub. Descarregue-a para ver como está a divisão.

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