Country

Polónia

A Polónia construiu uma das maiores audiências de artes marciais mistas da Europa, e fê-lo apoiada em dois desportos de agarre em que o país era bom muito antes de alguém pensar em combiná-los.

Judo e luta, e depois tudo o resto

O judo e a luta livre são ensinados em sistemas de clubes que começam cedo e competem a sério, e os lutadores polacos chegam ao desporto a carregar um ou outro. Os dois deixam marcas diferentes. Uma base de judo nota-se no combate de pegas, nas projeções a partir do clinch e no à-vontade com as trocas de posição; uma base de luta nota-se no encadeamento das tentativas de queda e no que acontece contra a grade. Ambas produzem lutadores difíceis de pôr de costas e ainda mais difíceis de lá manter.

A parte de pé chegou depois e foi construída sobretudo dentro dos ginásios de artes marciais mistas, em vez de importada em bloco de uma cena de kickboxing. O arquétipo polaco é por isso um lutador de mãos pesadas e económicas — potência feita para o clinch e para a troca, não para um jogo de pontos à distância.

Um circuito nacional e uma estrada para fora

A Polónia é um dos poucos países europeus com um circuito profissional suficientemente grande para que um lutador construa uma carreira inteira sem sair dele, diante de plateias de pavilhão. Isso tem uma consequência visível nas páginas abaixo: os cartéis polacos são muitas vezes longos antes de serem internacionais.

A outra metade do plantel fez o contrário. Uma parte significativa dos lutadores polacos deste catálogo treina em equipas nos Estados Unidos, tendo-se mudado pelos parceiros de treino e não pelos combates. Ler a coluna do ginásio separa depressa os dois caminhos, e antecipa muito sobre a oposição contra a qual um cartel foi construído.

As páginas abaixo listam todos os lutadores polacos do catálogo, com a categoria de peso, o ginásio e a forma como terminou cada um dos seus últimos cinco combates.