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Colby Covington assina pelo Hype FC e prossegue uma reforma muito preenchida

Colby Covington comunicou ao UFC a sua retirada do MMA em maio. Desde então lutou quatro vezes em luta livre, conquistou um cinturão e assina agora pelo Hype FC, no grappling de finalização. O antigo campeão interino de peso meio-médio tem uma agenda mais cheia do que a maioria dos lutadores no ativo.

Ce qu'il faut retenir

Colby Covington assina pelo Hype FC

Um anúncio numa só linha

Veio pela conta de Instagram dele e cabe numa linha: «Acabei de assinar para levar o “Chaos” ao Hype Fighting Championship.» Mais nada. Sem data de estreia, sem adversário, sem duração de contrato. A organização também nada acrescentou do seu lado.

O Hype FC organiza combates de grappling de finalização, sem golpes. Não é uma estrutura improvisada: por lá já passaram Arman Tsarukyan, Muhammad Mokaev, Jean Silva e Deiveson Figueiredo. Ou seja, recruta nomes que o público de MMA já conhece, e Covington encaixa exatamente nesse perfil.

O que cada lado ganha

Para o Hype FC o interesse é evidente. Covington é lutador de formação, o que o torna credível num formato em que a luta agarrada decide tudo, e continua a ser uma das figuras mais divisivas do desporto. Um promotor de grappling não compra apenas técnica: compra uma razão para ver.

Para Covington é mais uma linha numa agenda que nunca esteve tão cheia desde que deixou o MMA. E é aí que a história ganha interesse.

Uma retirada do MMA que não travou nada

Último combate em dezembro de 2024

O registo profissional de Covington fecha em 17 vitórias e 5 derrotas. A última exibição foi a 14 de dezembro de 2024: derrota frente a Joaquin Buckley, paragem médica no terceiro assalto por causa de um corte acima do olho, no UFC on ESPN 63.

A retirada, essa, só foi comunicada ao UFC a 19 de maio de 2026. Passaram dezassete meses entre o último combate e a decisão formal — um intervalo que diz muito sobre a raridade com que estas carreiras acabam de uma vez.

Convém lembrar o que ele foi, porque o final tende a apagá-lo. Covington conquistou o título interino de peso meio-médio a 9 de junho de 2018, ao bater Rafael dos Anjos no UFC 225. Foi destituído no mês seguinte, após uma cirurgia ao nariz que o impediu de disputar o campeonato unificado. Esse cinturão interino continua a ser o auge da sua carreira, e nunca o transformou.

Quatro combates de luta em sete meses

Desde janeiro compensou. Covington disputou quatro encontros de luta livre no Real American Freestyle e venceu todos: Luke Rockhold a 10 de janeiro, Dillon Danis a 28 de março, Chris Weidman a 30 de maio e Arman Tsarukyan a 18 de julho. Neste último arrebatou o primeiro cinturão RAF Cruiserweight Crossover posto em jogo.

Defende-o a 19 de setembro frente a Belal Muhammad. Um homem oficialmente retirado do MMA soma assim, em 2026, mais datas de competição do que boa parte dos lutadores com contrato no UFC.

Acabei de assinar para levar o “Chaos” ao Hype Fighting Championship.

Está a formar-se um circuito paralelo

Repetem-se os mesmos nomes

O pormenor que merece atenção não é a assinatura em si, é a reincidência. Arman Tsarukyan lutou contra Covington no RAF e também competiu no Hype FC. Mokaev, Jean Silva e Figueiredo passaram pela mesma organização. Já não são reconversões isoladas: os mesmos atletas circulam entre duas ou três estruturas que não fazem MMA.

Parece cada vez menos uma atividade paralela e cada vez mais um circuito, com cinturões próprios, calendário próprio e um viveiro de lutadores recrutado sobretudo no plantel do UFC.

O que diz do mercado, sem exagerar

Há que manter as proporções. O grappling e a luta não pagam como o MMA, e as audiências não se comparam. Ninguém deixa o UFC em ascensão para ir lutar agarrado.

Mas para um atleta em fim de percurso, ou posto de lado, a oferta é real: datas regulares, sem cortes de peso brutais, menor risco de lesão e uma notoriedade ainda rentável. É o mesmo movimento de fundo da circulação de talento para o PFL — só que aqui a porta de saída nem sequer leva de volta ao MMA.

O que observar

Duas datas. A data e o adversário do primeiro combate de Covington no Hype FC, ambos ainda desconhecidos. E 19 de setembro, a defesa do cinturão do RAF frente a Belal Muhammad: o cartaz mais pesado da sua segunda carreira, diante de um antigo campeão de peso meio-médio do UFC.

Seguir o dossiê com os números reais

O registo completo de Colby Covington, as suas estatísticas de luta no UFC, o percurso até ao título interino e os perfis de Arman Tsarukyan e Belal Muhammad estão na aplicação FightHub. Descarrega-a para acompanhar aquilo em que ele se torna fora do MMA.

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