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Vera x Jourdain no UFC 331: quatro derrotas seguidas, uma ruptura com o treinador e um adversário embalado

Vera x Jourdain abre o card de Los Angeles no sábado com dois homens chegando por caminhos opostos. Marlon Vera (23-12-1) vem de quatro derrotas seguidas, a pior sequência da carreira dele, e se separou do treinador com quem construiu essa carreira. Charles Jourdain (18-8-1) emenda três vitórias desde que desceu para o peso galo. Uma das duas sequências acaba no dia 19 de setembro.

O essencial

Vera x Jourdain: como são de verdade essas quatro derrotas

Apertadas, e nunca por finalização

O número é brutal, o detalhe nem tanto. A sequência de Vera começa no UFC 299, em 2024, com decisão unânime para Sean O’Malley, numa revanche pelo cinturão dos galos. Deiveson Figueiredo veio cerca de cinco meses depois, então Aiemann Zahabi, então David Martínez no México. Quatro derrotas, nenhuma parada, e várias decididas em cartões que podiam ter caído para o outro lado.

A distinção pesa aos 33 anos. Um lutador que perde quatro vezes por nocaute é um lutador cujo corpo parou de responder. Um que perde quatro decisões apertadas está perdendo rounds, o que é outro problema, e um problema que dá para corrigir.

A mudança que ele fez

Vera não culpou os juízes. Trocou de córner. Depois da luta com Martínez ele se separou de Jason Parillo, seu treinador principal por anos, e fez questão de dizer que não houve briga. “Foi uma decisão difícil porque a gente não tinha problema nenhum. Eu ficava me perguntando o que eu podia fazer para matar essa sequência ruim e voltar para a coluna das vitórias”, disse ao Yahoo Sports.

Do outro lado, a trajetória inversa

Três vitórias desde a descida de categoria

Jourdain passou quase toda a carreira no UFC no peso pena. No galo, venceu três seguidas: Davey Grant por guilhotina, Victor Henry por guilhotina e Kyler Phillips por decisão. Duas finalizações em três lutas, num lutador cuja fama foi construída na trocação, diz que a descida fez bem mais do que tirar quilos.

Ele recusa a leitura fácil

A frase cômoda é que Vera acabou e que Jourdain é a aposta. Jourdain não repete. Ele lembra que Vera não foi parado em nenhuma das quatro derrotas e que algumas se decidiram por muito pouco, e descarta a ideia de uma noite tranquila contra um ex-desafiante ao cinturão. Mesmo assim prevê finalização, dizendo que o poder dele viaja melhor na categoria de baixo.

Dois relógios girando ao contrário

A luta opõe trajetórias mais do que estilos. Vera precisa de um resultado para impedir que três anos de queda virem um veredito de carreira. Jourdain precisa de uma quarta vitória para transformar uma boa fase em posição no ranking. Só um dos dois leva o que veio buscar.

Foi uma decisão difícil porque a gente não tinha problema nenhum. Eu ficava me perguntando o que eu podia fazer para matar essa sequência ruim e voltar para a coluna das vitórias.

O que olhar no sábado

Resistência contra ameaça de finalização

O queixo de Vera aguentou a pior fase da carreira dele, e é justamente esse o problema que Jourdain precisa resolver. E a guilhotina é com o que ele vem resolvendo. O sinal virá cedo: se Vera entrar para a queda ou for pego avançando de cabeça baixa no clinch, Jourdain já mostrou duas vezes que não precisa de muito tempo.

Rounds, não highlights

Se for até o fim, vai para quem vencer as trocas que Vera vinha perdendo por um ou dois pontos. É ali que a troca de córner deveria aparecer, e um córner novo raramente se anuncia no primeiro round.

Acompanhe o UFC 331 com números de verdade

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