Início · MMA · MEIO-MÉDIOS

Sean Brady crava que Shavkat Rakhmonov não luta mais

Sean Brady não acredita mais na volta. No canal de Daniel Cormier, o número seis dos meio-médios falou em voz alta o que a divisão vem engolindo desde janeiro: um joelho que cede a cada tentativa, duas cirurgias em menos de um ano e um camp que virou impossível de terminar. Shavkat Rakhmonov, do outro lado, segue invicto em dezenove lutas e acaba de voltar a fazer sparring.

Ce qu'il faut retenir

O que Sean Brady falou sobre Shavkat Rakhmonov

Sem meio-termo

Questionado por Daniel Cormier sobre a chance de o cazaque voltar, Sean Brady não amenizou. «Eu não acho que ele vá lutar de novo. Porque toda vez que ele tenta voltar, o joelho dele cede», respondeu o meio-médio de Filadélfia. E completou o raciocínio: «Ele não vai conseguir atravessar um camp inteiro.»

O argumento merece ser ouvido, porque não é sobre talento. Brady não está dizendo que Rakhmonov perdeu alguma coisa dentro do octógono. Está dizendo que o problema acontece antes, nas semanas de preparação que ninguém assiste. «O camp é a parte mais difícil», acrescentou. Um lutador aguenta quinze minutos no sacrifício com um joelho ruim. Não aguenta dois meses de wrestling todos os dias.

É opinião de rival, não é comunicado

A ressalva importa. Brady não é empresário nem médico de Rakhmonov. É concorrente direto: sexto do ranking meio-médio, 19-2 como profissional, vindo de vitória por decisão sobre Joaquin Buckley no UFC 328, em 9 de maio de 2026. Ele fala de um homem que trava o caminho dele há dois anos sem subir no octógono.

Isso não é motivo para descartar o que ele diz. Brady circula no mesmo meio, escuta as mesmas coisas e colocou em palavras uma preocupação que já rodava por aí. Mas é uma opinião, não um boletim oficial. Nenhuma fonte médica confirmou nada, e o próprio Rakhmonov não respondeu.

Vinte meses parado, duas cirurgias, um ranking perdido

A última luta foi em dezembro de 2024

Os fatos são simples e pesam. Rakhmonov não luta desde o UFC 310, em dezembro de 2024, quando venceu Ian Machado Garry na decisão. Foi a décima nona vitória em dezenove lutas e a única que chegou aos cartões: as outras dezoito acabaram antes do tempo, por nocaute ou finalização.

Aquela luta ele fez com o joelho já comprometido. A lesão depois custou a disputa de cinturão que ele tinha garantida contra Belal Muhammad. O título trocou de mãos sem ele, e mais de uma vez desde então.

Janeiro de 2026: a recaída

Em janeiro de 2026 circularam imagens do cazaque de muletas, com o joelho imobilizado. Foi a segunda cirurgia no mesmo joelho em menos de um ano, com previsão de nove a dez meses fora. O UFC então o retirou do ranking dos meio-médios. É um movimento burocrático, mas registra algo concreto: um lutador que saiu da disputa.

Hoje já são mais de vinte meses sem lutar para um homem de 31 anos, nascido em 23 de outubro de 1994, o primeiro cazaque contratado pelo UFC. O mesmo que finalizou Alex Oliveira logo na estreia, no UFC 254, em outubro de 2020, e depois Stephen Thompson, Geoff Neal e Neil Magny.

O contra-argumento: ele está treinando

No começo de agosto apareceram nas redes vídeos de treino e, em seguida, de sparring. Não valem nada do ponto de vista médico, mas bastaram para reabrir o debate — e foi exatamente sobre isso que Brady foi chamado a comentar.

Eu não acho que ele vá lutar de novo. Porque toda vez que ele tenta voltar, o joelho dele cede.

A divisão dos meio-médios não esperou

Stephen Thompson fala o contrário, e já o enfrentou

Quem mais o defende é justamente o homem que ele finalizou no UFC 296. Stephen Thompson se recusa a enterrá-lo: «Uma ameaça enorme. O cara é muito habilidoso em todos os lugares. Só porque você não vê ele lutando, muita gente acha que ele não está treinando. Esse cara é artista marcial de ponta a ponta desde o primeiro dia.»

E vai além: «Não subestimem esse cara na volta. Sinto que ele vai voltar ainda melhor, com a cabeça mais forte, com um espírito de lutador mais forte. Ele está atrás de sangue.» Dois homens da mesma divisão, duas leituras opostas e nenhuma prova de nenhum dos lados.

Enquanto isso, a fila andou

É aqui que a ausência realmente custa. Islam Makhachev subiu de categoria e está com o cinturão. Ian Machado Garry, o último derrotado por Rakhmonov, é agora o desafiante número um. Carlos Prates é o segundo e afirma ter a palavra do UFC para a próxima disputa de título. Michael Morales, Jack Della Maddalena, Gabriel Bonfim e o próprio Brady completam a fila.

Ou seja: mesmo voltando inteiro ainda este ano, Rakhmonov não recuperaria o lugar que deixou. Voltaria sem ranking a uma divisão da qual saiu como desafiante número um, com dois anos de ferrugem e uma reputação intacta, mas cada vez mais teórica.

Acompanhe o caso com os números reais

O cartel completo do cazaque, o índice de finalizações, as estatísticas de trocação e de wrestling e o ranking meio-médio atualizado depois do UFC 330 estão no aplicativo FightHub. Baixe, coloque o perfil dele ao lado de Sean Brady, Carlos Prates e Michael Morales, e julgue você mesmo quanto valeria essa volta.

Toute l'actu MMA dans une seule app

News, profils, events, stats et classements. Tout l’univers du combat dans ta poche.

Rejoins gratuitement plus de 
20k+ utilisateurs

Other pages
Contact us

Your feedback shapes FightHub,
don’t hesitate to get in touch.

Copyright © 2026 - FightHub