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Estados Unidos

Os Estados Unidos colocam mais lutadores no MMA profissional do que qualquer outro país, e o motivo é estrutural, não acidental. Nenhuma outra nação abastece o esporte a partir de um sistema escolar e universitário que já treina, todo ano, centenas de milhares de jovens em uma modalidade de combate.

A luta olímpica como celeiro

O folkstyle é ensinado no ensino médio e nas universidades americanas como esporte escolar, com temporada, campeonatos e bolsas próprias. A pontuação premia o controle e o tempo de domínio em vez das projeções, e isso produz exatamente os hábitos que o MMA cobra: levar o adversário ao chão, mantê-lo lá e voltar a ficar de pé quando a posição se perde.

O resultado aparece em qualquer elenco americano. Boa parte desses lutadores chega com dez anos de luta agarrada nas costas antes de dar o primeiro soco em competição, e a carreira costuma ser a construção da trocação por cima dessa base, não o contrário. É o espelho do caminho brasileiro, e os dois se observam há trinta anos.

Boxe, kickboxing e o circuito regional

O segundo celeiro é o boxe, que dá a movimentação de pernas, a esquiva e a noção de distância que o lutador puro precisa aprender depois. Quem soma as duas coisas — base de luta e mão pesada — é o arquétipo americano.

Abaixo dos eventos televisionados existe um circuito regional denso, espalhado pelo país inteiro, onde os lutadores fazem as primeiras lutas profissionais perto de casa. É esse circuito que permite a um prospecto americano chegar a dez vitórias antes de aparecer em um card conhecido fora do seu estado, e é ele que explica a profundidade de cada categoria.

O esporte ainda é regulado estado a estado, cada um com sua comissão atlética trabalhando a partir das Regras Unificadas do MMA. As páginas abaixo listam todos os lutadores americanos do catálogo, com a categoria de peso, a academia e como terminou cada uma das suas últimas cinco lutas.