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Aline Pereira vs Smilla Sundell fecha a temporada do Contender Series, e o sobrenome famoso não é o assunto

Aline Pereira vs Smilla Sundell está anunciado para o último episódio da temporada do Dana White’s Contender Series, no dia 13 de outubro, no Meta Apex, em Las Vegas, no peso-galo. A manchete se escreve sozinha porque Aline é irmã de Alex Pereira. A luta interessa por outro motivo: Sundell foi a campeã mundial mais jovem da história do ONE Championship e tem só duas lutas de MMA.

O essencial

O que é de fato Aline Pereira vs Smilla Sundell

O anúncio

As duas pesos-galo estão marcadas para 13 de outubro no Meta Apex, em Las Vegas, no episódio de encerramento da atual temporada do Contender Series. O jornalista Léo Guimarães deu a informação primeiro, e desde então as duas lutadoras sinalizaram a luta nas redes. O UFC não soltou comunicado oficial: a data está de pé, a papelada ainda não.

O Contender Series não é uma luta comum. Vencer não basta: Dana White assiste da beira do octógono e distribui contratos conforme o que vê, o que historicamente significou finalizações e agressividade, não decisões cautelosas. Esse detalhe pesa muito na forma como essas duas vão encarar a noite.

Duas trajetórias que não se parecem

Aline Pereira está 3-2 no MMA e tem 35 anos. As três vitórias vieram por decisão. Estreou em 2022 no LFA, competiu no kickboxing pelo GLORY e fez 3-0 no Karate Combat. Em maio venceu Jade Masson-Wong por decisão dividida no MVP MMA 1, no card preliminar de Ronda Rousey contra Gina Carano, com Alex Pereira no córner.

Sundell tem 21 anos, 1,78 m de altura e está 2-0 no MMA com duas paradas antes do limite. Antes disso, fez 5-0 no ONE Championship, com cartel de muay thai apontado em 36-5-1. Não são carreiras comparáveis, e é justamente isso que deixa a luta interessante.

Sundell é quem vale a pena acompanhar

Um recorde difícil de exagerar

Em 22 de abril de 2022, em Singapura, Sundell venceu Jackie Buntan por decisão unânime e levou o primeiro cinturão mundial de muay thai peso-palha do ONE. Tinha 17 anos e 161 dias: a campeã mundial mais jovem da história da organização, em qualquer categoria e qualquer modalidade. Defendeu o título em setembro de 2023 por nocaute técnico sobre Allycia Rodrigues.

Depois, numa idade em que quase toda trocadora com esse currículo fica onde está, ela trocou de esporte. Assinou com o Tuff-N-Uff, estreou no MMA em dezembro de 2025 nos 61 quilos e finalizou as duas adversárias desde então.

O que uma trocadora desse nível traz para três rounds de MMA

A resposta honesta é que ninguém sabe ainda, e duas lutas não formam amostra. O que se sabe é o formato do problema. Sundell tem quase uma década de trocação competitiva de alto nível nas costas, numa categoria para a qual subiu, com a altura e o alcance que vêm junto. O ponto fraco, se existe, é tudo o que acontece depois da queda, e duas lutas profissionais não dão tempo de montar um jogo de solo.

Aline Pereira sabe disso. É a mais experiente das duas no MMA, o que é estranho de escrever sobre alguém com cinco lutas profissionais, e todas as suas vitórias vieram de administrar três rounds em vez de encerrá-los antes.

Quero ser campeã mundial nas três categorias, kickboxing, MMA e muay thai. Quero ter todos os cinturões ao mesmo tempo.

O sobrenome Pereira corta dos dois lados

Uma porta aberta e uma régua mais alta

Alex Pereira ficou no córner da irmã em maio e ela está no Contender Series em outubro. É justo dizer que o sobrenome ajudou o telefonema a chegar, e é igualmente justo dizer que agora o sobrenome é um problema. Uma lutadora de 35 anos com 3-2 e três vitórias por decisão não é o perfil habitual de contrato, e cada espectador vai medi-la contra um campeão de duas divisões de quem ela por acaso é irmã.

Existe uma versão em que essa pressão joga a favor. Aline veio do kickboxing como o irmão, e o Karate Combat premiava exatamente o que o Contender Series premia: uma lutadora que vai para frente. Se ela vai sair com contrato, não será com mais uma decisão dividida.

O que o dia 13 de outubro decide

Duas perguntas, e não são a mesma. Se a trocação de Sundell se traduz limpa para o MMA contra alguém que já fez esse caminho, e se Aline Pereira consegue entregar o tipo de noite que rende contrato por mérito e não por curiosidade. As duas podem sair com acordo, e as duas podem sair sem.

Cartéis, cards completos e cada resultado do Contender Series assim que sai estão no aplicativo FightHub. Baixe e acompanhe o card de 13 de outubro, do anúncio até os contratos.

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