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Islam Makhachev colocou um número no fim da carreira: três

Dez dias depois de quebrar o recorde da maior sequência de vitórias da história do UFC, perguntaram a Islam Makhachev por quanto tempo ele ainda pretende seguir. Ele não desconversou. De volta ao Daguestão, o campeão dos meio-médios respondeu que ainda tem pelo menos três lutas duras pela frente antes de a aposentadoria virar assunto. É uma frase curta com consequência grande: ela transforma cada defesa de cinturão que resta numa contagem regressiva.

O essencial

O número, e o que provocou a resposta

Rogan fez a pergunta que estava na cabeça de todo mundo

O assunto não veio do nada. Depois que Makhachev venceu Ian Machado Garry no UFC 330, Joe Rogan levantou a ideia de que aquele seria um bom lugar para parar: recorde quebrado, duas divisões conquistadas, pouca coisa óbvia a provar. Makhachev descartou na hora e depois, já no Daguestão e diante da imprensa, colocou um número de verdade no que falta.

Pelo menos três. Não é turnê de despedida nem um «um dia» solto. É um mínimo anunciado, por um campeão que não costuma fazer teatro.

Por que um mínimo não é plano de aposentadoria

Lendo com calma, a frase faz duas coisas ao mesmo tempo. Ela mata a história da aposentadoria imediata, que era o objetivo. E coloca, pela primeira vez, um horizonte contável numa carreira que não tinha nenhum. Três lutas no ritmo dele dão uns dois anos. Isso é um calendário, e calendário puxa a pergunta de quem vai preencher.

Vale segurar a interpretação, mesmo assim. Lutador revisa esse tipo de número o tempo todo, e mínimo é a promessa mais fácil de cumprir. O que torna essa interessante não é o número em si, é ele ter dado um número dez dias depois do melhor resultado da carreira.

Quem seriam os três de Islam Makhachev

A fila já está se formando

Makhachev citou quem ele enxerga na frente: Carlos Prates e Michael Morales. Nenhum dos dois entrou por educação. Prates é o mais barulhento, e diz que o UFC avisou que a próxima disputa de cinturão é dele, pedindo 14 de novembro no Madison Square Garden.

Essa última parte merece um aviso bem visível: é a versão que Prates dá de uma conversa, não uma luta anunciada pelo UFC. Nem data nem ginásio estão confirmados. A diferença importa, porque disputa de cinturão reivindicada e disputa assinada se comportam de jeitos bem diferentes quando o calendário aperta.

O obstáculo imediato é médico, não esportivo

Seja quem for o próximo, não vai ser agora. Makhachev saiu da Filadélfia com 30 dias de suspensão médica por contusão nas costelas, resultado dos chutes no corpo de Garry numa luta que o desafiante perdeu sem se entregar. Trinta dias não é lesão grave no padrão do esporte e não atrapalha uma data em novembro. É só o lembrete de que até vitória histórica cobra a conta.

O que ele ganhou de fato no UFC 330

Vale marcar de que altura essa contagem começa. Em 15 de agosto, na Xfinity Mobile Arena, Makhachev venceu Ian Machado Garry nos três cartões e chegou a dezessete vitórias seguidas, passando as dezesseis que Anderson Silva emendou entre 2006 e 2013. É a maior sequência da história da organização, construída em duas divisões.

Tenho pelo menos mais três lutas espetaculares e muito duras pela frente.

Duas brigas que o campeão trava no caminho da saída

Um desafio na luta olímpica vindo de quem entende

Nem todo mundo ficou impressionado. Jordan Burroughs, ouro olímpico em 2012 e hexacampeão mundial, assistiu à luta agarrada de Makhachev no UFC 330 e fez uma correção. Burroughs teve o cuidado de dizer que lutaria wrestling com Makhachev, e não que o enfrentaria no MMA, traçando a linha entre o wrestling do MMA e o de verdade.

Makhachev, previsivelmente, não cedeu e respondeu que simplesmente defenderia o duplo. Daniel Cormier, que tem crédito nos dois ambientes, chamou a ideia de loucura. É uma discussão sem local e sem data, que é exatamente por isso que vai durar.

A polêmica da bandeira, e onde ela para

A segunda briga é mais afiada. No UFC 330, um integrante da equipe de Makhachev enrolou nele uma bandeira russa durante a comemoração. Merab Dvalishvili reclamou, dizendo que ele não pode levantar a bandeira da Geórgia depois das vitórias dele, e lembrando que a bandeira russa está barrada da maior parte do esporte internacional por causa da guerra na Ucrânia.

A resposta de Makhachev foi mandar Dvalishvili ficar quieto e apostar em Petr Yan para calá-lo por ele quando os dois se encontrarem na trilogia do UFC 333, em 24 de outubro, em Abu Dhabi. Cada um falou o que tinha para falar; a organização não expôs publicamente a própria regra.

Faça a contagem com os números

O cartel completo de Makhachev, a sequência luta a luta, os números de queda e de tempo de controle, e os perfis de Carlos Prates e Michael Morales estão no aplicativo FightHub, atualizado depois de cada evento. Se realmente faltam três, é ali que dá para vê-las caindo.

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