A lesão de Joshua Van ninguém a conhecia antes de o combate terminar. O campeão dos moscas venceu Alexandre Pantoja em cinco assaltos com uma rotura da articulação acromioclavicular do ombro direito, sofrida no mês anterior, e explicou em conferência de imprensa que só fez sparring nas duas últimas semanas. Pantoja saiu do pavilhão para exames de precaução.
O essencial
- Joshua Van revelou depois do UFC 331 que rompeu a articulação acromioclavicular do ombro direito um mês antes do combate e não pôde fazer sparring até às duas últimas semanas do estágio.
- Ainda assim venceu Alexandre Pantoja por decisão unânime, 49-46, 48-47 e 50-45, e manteve o título dos moscas pela segunda vez.
- Pantoja foi transportado para o hospital para uma TAC de controlo à cabeça e à face, juntamente com um segundo lutador do cartaz.
A lesão de Joshua Van, nas suas palavras
Um estágio sem sparring
A confissão veio na conferência de imprensa, com o cinturão já de volta à cintura. “Nem sequer conseguia fazer sparring. As duas últimas semanas foram a minha primeira vez a fazer sparring”, disse Van, antes de resumir a preparação numa frase que explica a forma do combate: “Neste estágio não fizemos nada além de cardio.”
O que uma rotura acromioclavicular custa a um peso mosca
A articulação acromioclavicular fica onde a clavícula encontra a omoplata, e aguenta em cada guarda, cada corpo a corpo, cada apoio no chão. Rompê-la a um mês do combate não impede de correr; impede de ensaiar. Van chegou com o motor construído e o timing por testar, praticamente o contrário do que um estágio de campeonato deve produzir.
Isto faz reler o combate que acabámos de pontuar
Os assaltos leem-se de outra maneira
Os cartões diziam 49-46, 48-47 e 50-45, uma margem suficientemente larga para fechar a discussão e suficientemente apertada num cartão para mostrar o que custou. Um campeão que passou dez semanas sem sparring e ganha uma decisão de cinco assaltos frente a um antigo campeão não é a mesma história que um campeão em plena preparação a fazer o mesmo.
A resposta aos vinte e seis segundos
O primeiro duelo acabou em 26 segundos e deixou um ano de gente a chamar acidente àquela vitória. Van respondeu indo até ao fim, e fê-lo sem poder treinar exactamente aquilo que uma desforra exigia. É essa a parte a guardar.
Nem sequer conseguia fazer sparring. As duas últimas semanas foram a minha primeira vez a fazer sparring.
— Joshua Van, na conferência de imprensa pós-combate do UFC 331
A conta da noite
Pantoja ao hospital
Pantoja foi transportado para uma TAC de controlo à cabeça e à face depois destes cinco assaltos, e o MMA Mania noticia que um segundo lutador do cartaz fez o mesmo percurso. Nada aponta para outra coisa que não prudência, mas um combate principal que manda o derrotado a um exame craniano é a definição do combate que foi.
Um cartaz que doeu
Não foi caso isolado. Alonzo Menifield arrancou a decisão dividida frente a Iwo Baraniewski a combater, segundo várias fontes, com um polegar partido, e sete dos doze combates acabaram antes do limite. Os prémios de desempenho foram para Arman Tsarukyan, Casey O’Neill e Sean Sharaf, com Van contra Pantoja eleito combate da noite.
Seguir os moscas com números a sério
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