Michael Page sobre a saída do UFC: 5-1, um contrato vencido e uma despedida que ele chama de desrespeitosa
A saída de Michael Page do UFC não veio de um corte nem de um pedido dele. O contrato simplesmente venceu depois da vitória em Paris e não foi renovado, e o inglês diz que ninguém sentou para conversar antes. Ele deixa a organização com 5-1 e chega ao mercado com a promotora de Jake Paul já fazendo barulho para contratá-lo.
- Fight Hub
- 16 setembro 2026
O essencial
- Michael Page (26-3) deixou o UFC com o fim do contrato, após a vitória por decisão unânime sobre Nursulton Ruziboev em Paris.
- Ele encerra a passagem pelo UFC em 5-1 e diz que esperava uma renegociação, não um fim em silêncio, classificando a condução como bastante desrespeitosa.
- Ele também lembra que teve a entrevista pós-luta negada em Paris, a segunda vez que isso acontece; Jake Paul defende publicamente levá-lo para a Most Valuable Promotions.
Como aconteceu a saída de Michael Page do UFC
Um contrato que simplesmente venceu
Não houve anúncio de corte nem pedido de liberação. Page cumpriu o contrato, cuja última luta foi a vitória sobre Nursulton Ruziboev em Paris, e o UFC optou por não oferecer um novo. Para um lutador que acabou de vencer, essa é a versão mais dura de um fim de ciclo.
O que ele esperava
Ele imaginava que haveria ao menos uma conversa, ainda que difícil e sobre dinheiro. Em entrevista a Ariel Helwani, contou que estava preparado para uma proposta menor e uma negociação a partir dali, e que o silêncio foi o que pegou mal.
O microfone que não lhe deram
Duas vezes deixado de fora
Page também trouxe à tona a entrevista pós-luta que não teve em Paris mesmo tendo vencido, a segunda vez, segundo ele. O argumento não é que lhe devam aplausos, e sim que lutadores com noites muito piores ganham o seu momento no microfone.
O debate sobre o estilo dele
A atuação em Paris foi criticada por alguns colegas como cautelosa demais, a cobrança que o acompanha desde o Bellator: um contragolpeador de estilo showman, que luta no próprio ritmo e recusa a guerra. Isso vence lutas e nem sempre rende compilações.
Eu não esperava que fosse tratado do jeito que foi tratado. Achei aquilo bem desrespeitoso.
— Michael Page, a Ariel Helwani
O que vem agora para Michael Page
Um agente livre com nome
Com 26-3, Page chega ao mercado com algo que a maioria dos cortados não tem: um público global construído muito antes de chegar ao UFC e um acervo de imagens que circula sozinho. Isso é poder de barganha, e é por isso que a próxima assinatura dele não vai passar despercebida.
O aceno de Jake Paul
A promotora de Jake Paul já tornou público o interesse, e o boxe sempre foi o outro caminho para um trocador com o perfil de Page. Nada está assinado, e a prioridade dele pode continuar sendo o MMA, mas o mercado se abriu no instante em que o UFC deixou o contrato vencer.
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