UFC Havaí volta à cabeça de Dana White e reacende o sonho mais antigo de Max Holloway
UFC Havaí nunca aconteceu, e é justamente aí que está o estranho. Dana White colocou a ideia de volta na mesa nesta semana: chamou as ilhas de um dos maiores mercados da empresa desde o primeiro dia e amarrou um primeiro evento a uma nova arena prevista para 2028 ou 2029. Para Max Holloway, que há uma década pede para lutar em casa, esse prazo é o mais perto de uma promessa que ele já teve.
- Fight Hub
- 4 setembro 2026
O essencial
- No The Rich Eisen Show, Dana White lembrou que o Havaí é um dos maiores mercados do UFC desde o começo, e mesmo assim a empresa nunca fez um evento por lá.
- A casa atual de Honolulu, o Neal S. Blaisdell Center, tem cerca de 8 mil lugares. O UFC quer 20 mil ou mais, e uma nova arena só é esperada para 2028 ou 2029.
- Se o UFC Havaí sair, Max Holloway, nascido em Waianae, é o headliner óbvio, com BJ Penn como o outro ex-campeão das ilhas.
O que Dana White realmente falou sobre o UFC Havaí
Um mercado antigo, ainda sem card
No The Rich Eisen Show, White tratou o Havaí como um assunto mal resolvido, não como uma ideia nova. Lembrou que as ilhas apoiam a empresa desde o primeiro dia e então admitiu o buraco óbvio no histórico. O UFC já montou eventos em cinco continentes e nunca desembarcou em Honolulu.
A empolgação dele foi específica, não vaga. Garantiu que um evento ali seria uma das grandes noites do calendário, e colocou a questão em termos de quando as peças vão se encaixar, não de se existe vontade. É uma mudança de tom depois de anos em que a mesma pergunta recebia um adiamento educado.
Por que o assunto voltou agora
Essas falas não vieram do nada. Elas seguem notícias de que Honolulu enfim anda com uma arena moderna, a única coisa que manteve o UFC Havaí no plano teórico por vinte anos. White sempre ligou a viagem a um prédio, e pela primeira vez existe um prédio para apontar.
Por que o UFC Havaí ainda não rolou
A conta sempre foi o ginásio
O obstáculo não é o interesse, são os assentos. O Neal S. Blaisdell Center, em Honolulu, comporta cerca de 8 mil pessoas. Um show moderno do UFC é montado em torno de uma casa de 20 mil ou mais, com a produção, a transmissão e a bilheteria que um número desse sustenta. A distância entre esses dois valores explica sozinha por que a viagem vive escorregando.
É aqui que a história fica concreta. Há relatos de uma nova arena em obras, com entrega marcada para 2028 ou 2029. É essa a data que importa, porque é o primeiro ponto firme que o projeto já teve, e tudo o que White disse depende dela.
A Bellator chegou primeiro
Tem uma pequena farpa na história. A Bellator fez eventos no Havaí enquanto o UFC só falava do assunto, o que quer dizer que o mercado já provou que responde ao MMA ao vivo. A demanda nunca foi a dúvida. O ginásio, sim. Resolve o ginásio e a última desculpa some.
Nada disso torna um card oficial. Não há data, não há lutadores acertados, e uma arena para 2028 está longe de um contrato assinado. O que mudou nesta semana é que a conversa saiu do se para o quando.
Desde o primeiro dia, um dos nossos maiores mercados é o Havaí, e mesmo assim nunca fizemos um evento lá.
— Dana White, no The Rich Eisen Show
O que o UFC Havaí significaria para Max Holloway
O lutador em torno de quem a história se monta
Nenhum nome encaixa melhor do que Max Holloway. Ele é de Waianae, carrega as ilhas na caminhada até o octógono há anos, e já disse em alto e bom som, mais de uma vez, que lutar em casa é a última casinha da lista dele. Ex-campeão dos penas e rosto atual do cinturão BMF, é exatamente o headliner em torno de quem se monta a estreia de um mercado.
BJ Penn é a outra metade dessa herança, o original de Hilo que colocou o MMA havaiano no mapa antes de Holloway carregá-lo. Entre os dois, as ilhas produziram mais pedigree de UFC do que a maioria dos países que a empresa já visita.
O relógio é a pegadinha
A verdade dura está no calendário. Se a arena abrir em 2028 ou 2029, Holloway terá entre 36 e 38 anos, fundo na reta final de uma carreira que já soma mais de vinte lutas contra a elite. O sonho e o prazo correm um na direção do outro, e só um dos dois é negociável.
Acompanhe o caminho até o Havaí com números de verdade
O cartel completo de Holloway, o histórico de BJ Penn e os rankings atuais de pena e leve estão no aplicativo FightHub, atualizado conforme o assunto anda. Baixe para acompanhar cada lutador capaz de encabeçar o primeiro card das ilhas.
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