O UFC 332 acaba de perder um combate principal que nunca chegou a ser anunciado

Valentina Shevchenko desiste do UFC 332 por lesão, sem que a organização tenha detalhado qual. A gala de Salt Lake City está a um mês de distância e ficou sem combate principal. Só que o título de peso-mosca frente a Natalia Silva de que toda a gente falava nunca foi anunciado oficialmente — e é aí que está o essencial.

O essencial

O que o UFC 332 perdeu realmente

Um combate que nunca esteve no cartaz

As informações colocavam Shevchenko a defender o cinturão de peso-mosca feminino contra Natalia Silva no topo do cartaz de 3 de outubro. Eram suficientemente coincidentes para que o combate fosse comentado, discutido e dissecado durante semanas. Nunca foi anunciado oficialmente.

A distinção pesa mais do que parece. Uma gala que perde um combate principal confirmado perde um combate; uma gala que perde um não confirmado perde um plano. O UFC tem agora de construir um combate principal, não de o substituir, a menos de um mês e com lutadores já emparelhados noutras datas.

O que se sabe da lesão

Quase nada, e mais vale dizê-lo com franqueza do que preencher o vazio. Nenhum departamento da organização descreveu a lesão, não foi avançado qualquer prazo e nenhuma fonte lhe deu um nome. O que se sabe é que foi séria o bastante para a afastar.

Isso deixa também Natalia Silva numa posição incómoda. Era a candidata presumida a um título que não vai ser disputado, e ainda não está decidido se permanece no cartaz, seja por um cinturão interino, seja por outra coisa.

O que resta no cartaz

Os combates que se mantêm

O duelo confirmado mais forte opõe Payton Talbott a Deiveson Figueiredo, com Ateba Gautier frente a Roman Kopylov também no programa. São combates a sério. Nenhum é um combate principal de numerado, e é exatamente essa a distância que os matchmakers têm de cobrir.

Porque um numerado é um problema mais difícil

Isto não é um Fight Night no Apex. O UFC 332 é um pay-per-view: é tarifado, promovido e vendido pela força do combate que o encerra. Um Fight Night absorve uma remodelação porque o público já lá está. Um numerado pede às pessoas que paguem por uma razão concreta, e neste momento essa razão não está escrita.

As soluções habituais têm todas um custo. Promover um combate da parte de baixo dá um principal para o qual ninguém comprou bilhete. Antecipar uma luta prevista para mais tarde enfraquece essa data. Aceitar uma oferta vinda de outra divisão atrai atenção, mas não necessariamente um combate que o ranking justifique.

Amanda Nunes. Cansada de esperar pela Kayla Harrison? Apetece-te salvar um evento do UFC?

A oferta que ninguém pediu, e o que o UFC 332 faz a seguir

A proposta de Cyborg

Cris Cyborg, de 41 anos e assumidamente a ponderar a reforma após a última vitória, apresentou-se nas redes para uma desforra com Amanda Nunes. Nunes não respondeu. Está muito longe de uma assinatura: seria preciso interesse, disponibilidade e aptidão de ambas as partes.

Mas ilustra bem o que atrai uma vaga no topo do cartaz. Assim que uma gala tem um buraco, qualquer pessoa com nome e com um motivo para lutar passa a candidata, e a organização tem de separar em público as soluções reais do oportunismo.

O que vigiar nas próximas duas semanas

Três sinais dirão como isto se resolve. Se Silva se mantém ou não no cartaz. Se a organização promove de dentro ou importa um combate de uma data posterior. E se o UFC 332 conserva o número: já houve galas remodeladas e rebatizadas quando o topo do cartaz caía tão tarde.

Os cartazes mudam constantemente, e a versão anunciada raramente é a que acontece. Cartazes completos, combates confirmados e cada alteração assim que surge estão na aplicação FightHub. Descarregue-a e siga o UFC 332 ao ritmo das assinaturas reais, não dos rumores.

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