Brian Ortega chama o UFC de 'máquina de marketing' e diz que os melhores ficam de fora
Brian Ortega falou em alto e bom som o que muito lutador só resmunga: que o UFC não é todo o MMA de elite. No podcast Anatomy of a Fighter, ele chamou a empresa de ‘só uma máquina de marketing’ e sustentou que ela evita de propósito lutadores capazes de bater as estrelas dela. A prova dele é o próprio parceiro de treino, A.J. McKee, e o calendário dá gume à afirmação.
- Fight Hub
- 8 setembro 2026
O essencial
- Brian Ortega chamou o UFC de 'só uma máquina de marketing' no Anatomy of a Fighter, dizendo que lutadores de elite fora da empresa não são contratados de propósito.
- O exemplo dele é o parceiro A.J. McKee, que encara Razhabali Shaydullaev pelos cinturões dos penas da PFL E da RIZIN no Super RIZIN 5 no dia 10 de setembro.
- Ortega (16-5) volta no UFC 331 no dia 19 de setembro numa revanche contra Renato Moicano.
A afirmação de Brian Ortega, nas palavras dele
Uma frase direta sobre um debate conhecido
Ortega não amenizou. “O UFC é só uma máquina de marketing”, disse. “Tem gente lá fora que ia dar uma surra na gente, e eles sabem disso. Eles não convidam.” Vindo de um ex-desafiante ao título ainda no elenco, é uma versão mais afiada de um argumento que os fãs fazem há anos: ser a maior empresa não é a mesma coisa que ter todos os melhores.
O enquadramento importa. Ortega não diz que o UFC é fraco; diz que é um negócio antes de tudo, e que um negócio protege o produto controlando quem ganha um palco. Concordando ou não, é raro um lutador do UFC na ativa falar isso abertamente.
A prova que ele aponta: A.J. McKee
Um campeão que o UFC não tem
A prova do Ortega é pessoal. Ele treina com A.J. McKee (25-2), campeão da PFL, que no dia 10 de setembro encara o invicto campeão da RIZIN Razhabali Shaydullaev no Super RIZIN 5 em Osaka, com os cinturões dos penas da PFL e da RIZIN em jogo ao mesmo tempo. Um lutador bom o bastante pra unificar dois títulos mundiais, fora do UFC, é justo o tipo de nome que Ortega diz que a empresa preferia não medir.
O quadro geral sustenta o ponto como dado, não como mera opinião. O MMA de elite está partido entre UFC, PFL, RIZIN e ONE, então as respostas diretas entre os melhores de cada liga quase nunca acontecem. Essa fragmentação é justamente o motivo pelo qual uma afirmação como a do Ortega não dá pra simplesmente desmentir: as lutas que resolveriam são as que ninguém marca.
Por que o momento pega
McKee lutando por dois cinturões dias antes de o Ortega falar transforma uma reclamação abstrata num exemplo concreto. Uma coisa é dizer que o talento existe lá fora; outra é apontar pra um parceiro de treino prestes a provar isso num palco mundial.
O UFC é só uma máquina de marketing. Tem gente lá fora que ia dar uma surra na gente, e eles sabem disso. Eles não convidam.
— Brian Ortega
Por que importa, e o que vem a seguir pro Brian Ortega
A questão do monopólio, e o próprio retorno dele
As falas do Ortega alimentam um debate real: uma só empresa deve definir quem conta como o melhor do mundo? Ele não é o primeiro a levantar isso, mas é uma voz crível: um ex-desafiante ao título que dividiu academia com lutadores que brilham em outro lugar. A conclusão honesta não é que o UFC seja batível em tudo, mas que a fragmentação do esporte deixa a pergunta genuinamente em aberto.
Ele também tem o próprio assunto pra resolver. Ortega (16-5) volta no UFC 331 no dia 19 de setembro numa revanche contra Renato Moicano, uma luta que vai fazer mais pela posição dele do que qualquer frase de podcast. Se vencer, as palavras dele pesam mais; se perder, a máquina de marketing segue andando sem ele.
Acompanhe o cenário dos penas com números de verdade
O cartel completo de Brian Ortega, o histórico de A.J. McKee e os rankings atuais dos penas estão no aplicativo FightHub, atualizado conforme as lutas acontecem. Baixe pra comparar os melhores de todas as empresas, não só de uma.
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